A IMITAÇÃO DA SEGUNDA VINDA

O suposto Jesus no deserto de Jerusalém e na Casa Branca.

 Jesus em Seu Sermão Profético afirmou que Satanás irá imitar o Seu retorno à Terra. "Então, se alguém disser a vocês: "Olhem! Aqui está o Cristo!" ou: "Ali está ele!", não acreditem. Eis que tenho predito isso a vocês. Portanto, se disserem a vocês: "Eis que ele está no deserto!", não vão lá. Ou, se disserem: "Eis que ele está no interior da casa!", não acreditem" 24:23-26.

"Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo (Apocalipse 14:9-12), a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. Recebeu a "chuva serôdia", o "refrigério pela presença do Senhor", e acha-se preparado para a hora probante que diante dele está".

"No Céu, anjos apressam-se de um lado para o outro. Um anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam "o selo do Deus vivo".

"Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos e com grande voz diz: Está feito; e toda a hoste angélica depõe suas coroas, ao fazer Ele o solene aviso. "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." Apoc. 22:11. Todos os casos foram decididos para vida ou para morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados. O número de Seus súditos completou-se; "e o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu", estão prestes a ser entregues aos herdeiros da salvação, e Jesus deve reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra". GC - Pag. 614

Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse (cap. 1:13-15).

 A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: "Cristo veio! Cristo veio! O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou.

Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando de Seu nome, pela recusa de ouvirem Seus anjos à eles enviados com a luz e a verdade. É este o poderoso engano, quase invencível. Semelhantes aos samaritanos que foram enganados por Simão Mago, as multidões, desde o menor até o maior, dão crédito a esses enganos, dizendo: "Esta é a grande virtude de Deus." Atos 8:10. GC - Pag. 625.

Mas o povo de Deus não será desencaminhado. Os ensinos deste falso cristo não estão de acordo com as Escrituras. Sua bênção é pronunciada sobre os adoradores da besta e de sua imagem, a mesma classe sobre a qual a Bíblia declara que a ira de Deus, sem mistura, será derramada.

E, demais, não será permitido a Satanás imitar a maneira do advento de Cristo. O Salvador advertiu Seu povo contra o engano neste ponto, e predisse claramente o modo de Sua segunda vinda. "Surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. ... Portanto se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais; eis que Ele está no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." Mat. 24:24-27. Não há possibilidade de ser imitada esta vinda. Será conhecida universalmente, testemunhada pelo mundo inteiro.

Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo de prova. Pela cirandagem da tentação, revelar-se-ão os verdadeiros crentes. Acha-se hoje o povo de Deus tão firmemente estabelecido em Sua Palavra que não venha a ceder à evidência de seus sentidos? Apegar-se-á nesta crise à Bíblia, e a Bíblia só?

Sendo possível, Satanás os impedirá de obter o preparo para estar em pé naquele dia. Disporá as coisas de tal maneira a lhes obstruir o caminho; embaraçá-los-á com os tesouros terrestres; fá-los-á levar um fardo pesado, cansativo, a fim de que seu coração se sobrecarregue com os cuidados desta vida, e o dia de prova venha sobre eles como um ladrão. GC - Pag. 626.

Quando o decreto promulgado pelos vários governantes da cristandade contra os observadores dos mandamentos lhes retirar a proteção do governo, abandonando-os aos que lhes desejam a destruição, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas e reunir-se-á em grupos, habitando nos lugares mais desertos e solitários. Muitos encontrarão refúgio na fortaleza das montanhas.

Os juízos de Deus cairão sobre os que procuram oprimir e destruir Seu povo. Sua grande longanimidade para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão, mas seu castigo, embora muito retardado, não é menos certo e terrível. "O Senhor Se levantará como no monte de Perazim, e Se irará, como no vale de Gibeom, para fazer a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho ato." Isa. 28:21. Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é ato estranho. "Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio." Ezeq. 33:11. O Senhor é "misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade;... que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado". Todavia, "ao culpado não tem por inocente". O Senhor é tardio em irar-Se, mas grande em força, e ao culpado não tem por inocente." Êxo. 34:6 e 7; Naum 1:3.

Reivindicará com terríveis manifestações a dignidade de Sua lei que foi desprezada. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça. A nação que por tanto tempo Ele suporta, e que não ferirá antes de haver ela enchido a medida de sua iniqüidade, segundo os cálculos divinos, beberá, por fim, a taça da ira sem mistura de misericórdia. GC - Pag. 628

Quando Cristo cessar de interceder no santuário, será derramada a ira que, sem mistura, se ameaçara fazer cair sobre os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal (Apoc. 14:9 e 10). As pragas que sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram de caráter semelhante aos juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o mundo precisamente antes do libertamento final do povo de Deus.

TRUMP E O PAPA LEÃO XIV


Trump mostra sua insatisfação e desaprovação com o Papa Leão XIV. Se você tem o mínimo de conhecimento de profecia, você sabe que a relação entre EUA e Vaticano é prevista no Apocalipse.


No capítulo 13 da Revelação, essa relação é de promoção um do outro. Três ações da CasaBranca (EUA) são descritas na profecia:


1) v12 “Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta (Vaticano), cuja ferida mortal fora curada”


2) v14 “diz aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta (Vaticano), àquela que, ferida à espada, sobreviveu”


3) v15 “lhe foi dado (aos EUA) comunicar fôlego à imagem da besta (Vaticano), para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.


Mas essa relação amistosa e de promoção não ocorre no governo Trump. Pelo contrario:


“O presidente dos EUA lança um ataque sem precedentes ao Papa Leão XIV por causa da rejeição da guerra do Irão pelo pontífice, acusando-o de prejudicar a Igreja Católica”.


“Donald Trump, lançou um ataque extraordinário contra o Papa Leão XIV no domingo à noite, dizendo que não achava que o pontífice supremo da Igreja Católica estivesse "a fazer um bom trabalho" e que "é uma pessoa muito liberal", sugerindo também que o pontífice devia "deixar de agradar à esquerda radical".

Fonte: EuroNews

Ao que tudo indica não será no governo Trump, ou não será com Robert Francis Prevost (Papa Leão XIV) que essa relação da profecia de Apocalipse 13:12-15 se cumprirá. A relação entre os dois é bastante tensa.


E a questão é mais profunda ainda, pois envolve a filosofia politica de ambos. Trump é um politico de extrema-direita e o Prevost é liberal, com tendencias democráticas, partido oposto do republicano Trump.


Faltam 2 anos e 9 meses para o fim do mandato de Trump. E o mandato de Prevost termina somente com sua morte.


Como conciliar Casa Branca e Vaticano para que a profecia se cumpra? 


Um cenário favorável para isso seria um presidente norte-americano democrata, ou um republicano que tivesse diálogo com Prevost.


O Vice presidente de Trump, JD Vance é católico, criado como protestante, mas que aderiu ao catolicismo em 2019. Vance tem grande chance de ser o próximo presidente republicano. Ele sim teria perfil e proximidade para cumprir a profecia de promover o Vaticano.


Independente de quem cumpra a profecia, Deus é soberano sobre todos. Só esperamos que isso se cumpra o quanto antes.


Leia também:

EUA e Vaticano mais próximos


Prevost e Trump


A Relação da Casa Branca com o Vaticano


A Igreja Católica e a Política dos EUA


Vaticano e Casa Branca




APARÊNCIA DE CORDEIRO MAS FALANDO COMO O DRAGÃO


Donald Trump em 2024 promoveu a ‘Bíblia Patriota’ que possui a bandeira norte-americana na capa. Na ocasião ele recomendou que os americanos lessem a Bíblia.

A fala de Trump é como de um líder espiritual e cristão mas seus atos na política mundial mostram o contrário. A promoção de guerras, prisões, mortes e violência são atos que o fazem mais parecido com o Dragão - “a antiga serpente, o Diabo, que se chama Satanás” Ap 12:9.

É a profecia que relaciona os EUA com a segunda besta (Ap 13:11) e que Trump reflete de forma mais perfeita a encarnação dessa imagística.

No contexto do capítulo 13 do Apocalipse, a sequência profética geralmente é entendida da seguinte forma:

A primeira besta (Ap 13:1-10) representa um poder religioso dominante na história cristã.

A segunda besta (Ap 13:11-18) representa um novo poder que surge posteriormente e exerce influência global no tempo do fim.


Segundo a interpretação adventista clássica, a segunda besta representa os Estados Unidos.


O simbolismo da besta que sobe da terra


A descrição profética contém três elementos principais:

1. Ela surge da terra

2. Possui dois chifres como cordeiro

3. Fala como dragão


Cada um desses elementos possui significado simbólico no contexto profético.


“Subindo da terra”: o surgimento de uma nova nação


No simbolismo profético bíblico, a palavra “mar” geralmente representa povos, multidões e nações densamente povoadas (Ap 17:15). Em contraste, a “terra” indica um território relativamente novo ou pouco povoado.


A partir dessa interpretação, teólogos adventistas argumentam que a segunda besta surge em um contexto geográfico diferente dos antigos impérios europeus.


Segundo Uriah Smith, no clássico comentário Thoughts on Daniel and the Revelation, apenas uma potência mundial se encaixa nas características descritas:

surge no final do século XVIII

cresce rapidamente

emerge em um território novo


Essas características correspondem ao surgimento dos Estados Unidos, que se tornaram independentes em 1776 e se consolidaram como nação em 1789.


Os dois chifres como cordeiro


O texto afirma que a besta possui dois chifres semelhantes aos de um cordeiro.


No Apocalipse, o cordeiro é um símbolo associado a Cristo (Ap 5:6). Por isso, os chifres de cordeiro representam características positivas ou benignas.


Autores adventistas frequentemente identificam esses dois chifres como os princípios fundamentais da nação americana:


1. Liberdade Civil

2. Liberdade Religiosa 


Esses princípios aparecem claramente na Constituição dos Estados Unidos e na Primeira Emenda, que proíbe o estabelecimento de uma religião oficial e protege a liberdade de culto.


Em O Grande Conflito, Ellen G. White descreve esses dois princípios como os pilares da nação americana.


 “Mas falava como dragão”


Apesar da aparência semelhante ao cordeiro, a profecia afirma que essa besta fala como dragão.


No livro do Apocalipse, o dragão representa Satanás (Ap 12:9), bem como os sistemas políticos que executam sua vontade.


A mudança de “cordeiro” para “dragão” indica uma transformação no comportamento da nação.


Segundo intérpretes adventistas, isso sugere que uma nação fundada sobre liberdade poderá, no futuro, usar o poder do Estado para impor práticas religiosas ou restringir a liberdade de consciência. 


A formação da “imagem da besta”


A profecia continua afirmando que esse poder promoverá a formação de uma “imagem da besta” (Ap 13:14).


Na interpretação adventista, isso representa uma repetição de um sistema no qual religião e Estado se unem para impor crenças religiosas.


Historicamente, os adventistas relacionam essa ideia à experiência da Europa medieval, quando instituições religiosas e autoridades civis trabalharam juntas para impor práticas religiosas.


Segundo essa interpretação, a profecia prevê que algo semelhante poderá ocorrer novamente no futuro.


O cenário religioso e político dos Estados Unidos


Nos últimos anos, estudiosos têm observado o crescimento da influência religiosa na política americana.


Movimentos associados ao chamado nacionalismo cristão defendem que os Estados Unidos possuem uma identidade profundamente cristã e que valores religiosos deveriam influenciar políticas públicas.


Esse fenômeno inclui:

forte mobilização eleitoral de grupos religiosos

maior presença de líderes religiosos em campanhas políticas

debates sobre o papel do cristianismo na identidade nacional


Para alguns intérpretes adventistas, esses desenvolvimentos são observados com atenção dentro do quadro profético de Apocalipse 13.


A liderança de Donald Trump e a religião na política


Durante a última década, a política americana testemunhou uma relação particularmente forte entre setores religiosos conservadores e o presidente Donald Trump.


Trump recebeu apoio significativo de eleitores evangélicos e de diversos líderes religiosos. Muitos desses grupos enxergaram sua presidência como uma oportunidade de defender valores cristãos no espaço público.


Entre as iniciativas frequentemente citadas estão:

políticas voltadas à defesa da liberdade religiosa

criação de estruturas governamentais para diálogo com líderes religiosos

discursos que enfatizam a importância da fé na identidade nacional


Esses fatores contribuíram para fortalecer a conexão entre religião e política no debate público americano.


A profecia e os líderes políticos


Apesar dessas observações, é importante destacar um ponto central da escatologia adventista.


A interpretação tradicional não identifica indivíduos específicos como cumprimento direto de Apocalipse 13. Em vez disso, a profecia é entendida como referindo-se a nações.


Assim, líderes políticos podem participar de processos históricos ou refletir movimentos sociais mais amplos, mas a profecia não é aplicada diretamente a uma única pessoa.


Essa distinção é frequentemente enfatizada por teólogos adventistas contemporâneos.


O conflito final no Apocalipse


O capítulo 13 de Apocalipse faz parte de um quadro profético maior que se estende até o capítulo 14.


Nesse contexto, o tema central não é apenas política ou religião, mas adoração.


O conflito final envolve duas formas de lealdade:

fidelidade a Deus

submissão a sistemas humanos que reivindicam autoridade religiosa


Por isso, a mensagem profética é entendida pelos adventistas como um chamado à liberdade de consciência e à fidelidade espiritual.


Conclusão


A interpretação adventista de Apocalipse 13:11 identifica a besta que sobe da terra como um símbolo profético dos Estados Unidos, uma nação que surgiu defendendo liberdade civil e religiosa.


Segundo essa leitura:

a nação aparece inicialmente com características semelhantes a um cordeiro

posteriormente exercerá influência religiosa e política global

poderá ocorrer uma união entre religião e Estado no cenário do tempo do fim.


Embora o debate sobre essas interpretações continue entre estudiosos cristãos, a mensagem central do Apocalipse permanece relevante: a importância da fidelidade a Deus e da preservação da liberdade de consciência.


Bibliografia básica (teologia adventista)

Ranko Stefanović — Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation

Uriah Smith — Thoughts on Daniel and the Revelation

Ángel Manuel Rodríguez — estudos sobre escatologia bíblica

Ellen G. White — O Grande Conflito

Igreja Adventista do Sétimo Dia — Seventh-day Adventist Bible Commentary