Trump mostra sua insatisfação e desaprovação com o Papa Leão XIV. Se você tem o mínimo de conhecimento de profecia, você sabe que a relação entre EUA e Vaticano é prevista no Apocalipse.
No capítulo 13 da Revelação, essa relação é de promoção um do outro. Três ações da CasaBranca (EUA) são descritas na profecia:
1) v12 “Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta (Vaticano), cuja ferida mortal fora curada”
2) v14 “diz aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta (Vaticano), àquela que, ferida à espada, sobreviveu”
3) v15 “lhe foi dado (aos EUA) comunicar fôlego à imagem da besta (Vaticano), para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
Mas essa relação amistosa e de promoção não ocorre no governo Trump. Pelo contrario:
“O presidente dos EUA lança um ataque sem precedentes ao Papa Leão XIV por causa da rejeição da guerra do Irão pelo pontífice, acusando-o de prejudicar a Igreja Católica”.
“Donald Trump, lançou um ataque extraordinário contra o Papa Leão XIV no domingo à noite, dizendo que não achava que o pontífice supremo da Igreja Católica estivesse "a fazer um bom trabalho" e que "é uma pessoa muito liberal", sugerindo também que o pontífice devia "deixar de agradar à esquerda radical".
Fonte: EuroNews
Ao que tudo indica não será no governo Trump, ou não será com Robert Francis Prevost (Papa Leão XIV) que essa relação da profecia de Apocalipse 13:12-15 se cumprirá. A relação entre os dois é bastante tensa.
E a questão é mais profunda ainda, pois envolve a filosofia politica de ambos. Trump é um politico de extrema-direita e o Prevost é liberal, com tendencias democráticas, partido oposto do republicano Trump.
Faltam 2 anos e 9 meses para o fim do mandato de Trump. E o mandato de Prevost termina somente com sua morte.
Como conciliar Casa Branca e Vaticano para que a profecia se cumpra?
Um cenário favorável para isso seria um presidente norte-americano democrata, ou um republicano que tivesse diálogo com Prevost.
O Vice presidente de Trump, JD Vance é católico, criado como protestante, mas que aderiu ao catolicismo em 2019. Vance tem grande chance de ser o próximo presidente republicano. Ele sim teria perfil e proximidade para cumprir a profecia de promover o Vaticano.
Independente de quem cumpra a profecia, Deus é soberano sobre todos. Só esperamos que isso se cumpra o quanto antes.
Donald Trump em 2024 promoveu a ‘Bíblia Patriota’ que possui a bandeira norte-americana na capa. Na ocasião ele recomendou que os americanos lessem a Bíblia.
A fala de Trump é como de um líder espiritual e cristão mas seus atos na política mundial mostram o contrário. A promoção de guerras, prisões, mortes e violência são atos que o fazem mais parecido com o Dragão - “a antiga serpente, o Diabo, que se chama Satanás” Ap 12:9.
É a profecia que relaciona os EUA com a segunda besta (Ap 13:11) e que Trump reflete de forma mais perfeita a encarnação dessa imagística.
No contexto do capítulo 13 do Apocalipse, a sequência profética geralmente é entendida da seguinte forma:
•A primeira besta (Ap 13:1-10) representa um poder religioso dominante na história cristã.
•A segunda besta (Ap 13:11-18) representa um novo poder que surge posteriormente e exerce influência global no tempo do fim.
Segundo a interpretação adventista clássica, a segunda besta representa os Estados Unidos.
O simbolismo da besta que sobe da terra
A descrição profética contém três elementos principais:
1.Ela surge da terra
2.Possui dois chifres como cordeiro
3.Fala como dragão
Cada um desses elementos possui significado simbólico no contexto profético.
“Subindo da terra”: o surgimento de uma nova nação
No simbolismo profético bíblico, a palavra “mar” geralmente representa povos, multidões e nações densamente povoadas (Ap 17:15). Em contraste, a “terra” indica um território relativamente novo ou pouco povoado.
A partir dessa interpretação, teólogos adventistas argumentam que a segunda besta surge em um contexto geográfico diferente dos antigos impérios europeus.
Segundo Uriah Smith, no clássico comentário Thoughts on Daniel and the Revelation, apenas uma potência mundial se encaixa nas características descritas:
•surge no final do século XVIII
•cresce rapidamente
•emerge em um território novo
Essas características correspondem ao surgimento dos Estados Unidos, que se tornaram independentes em 1776 e se consolidaram como nação em 1789.
Os dois chifres como cordeiro
O texto afirma que a besta possui dois chifres semelhantes aos de um cordeiro.
No Apocalipse, o cordeiro é um símbolo associado a Cristo (Ap 5:6). Por isso, os chifres de cordeiro representam características positivas ou benignas.
Autores adventistas frequentemente identificam esses dois chifres como os princípios fundamentais da nação americana:
1. Liberdade Civil
2. Liberdade Religiosa
Esses princípios aparecem claramente na Constituição dos Estados Unidos e na Primeira Emenda, que proíbe o estabelecimento de uma religião oficial e protege a liberdade de culto.
Em O Grande Conflito, Ellen G. White descreve esses dois princípios como os pilares da nação americana.
“Mas falava como dragão”
Apesar da aparência semelhante ao cordeiro, a profecia afirma que essa besta fala como dragão.
No livro do Apocalipse, o dragão representa Satanás (Ap 12:9), bem como os sistemas políticos que executam sua vontade.
A mudança de “cordeiro” para “dragão” indica uma transformação no comportamento da nação.
Segundo intérpretes adventistas, isso sugere que uma nação fundada sobre liberdade poderá, no futuro, usar o poder do Estado para impor práticas religiosas ou restringir a liberdade de consciência.
A formação da “imagem da besta”
A profecia continua afirmando que esse poder promoverá a formação de uma “imagem da besta” (Ap 13:14).
Na interpretação adventista, isso representa uma repetição de um sistema no qual religião e Estado se unem para impor crenças religiosas.
Historicamente, os adventistas relacionam essa ideia à experiência da Europa medieval, quando instituições religiosas e autoridades civis trabalharam juntas para impor práticas religiosas.
Segundo essa interpretação, a profecia prevê que algo semelhante poderá ocorrer novamente no futuro.
O cenário religioso e político dos Estados Unidos
Nos últimos anos, estudiosos têm observado o crescimento da influência religiosa na política americana.
Movimentos associados ao chamado nacionalismo cristão defendem que os Estados Unidos possuem uma identidade profundamente cristã e que valores religiosos deveriam influenciar políticas públicas.
Esse fenômeno inclui:
•forte mobilização eleitoral de grupos religiosos
•maior presença de líderes religiosos em campanhas políticas
•debates sobre o papel do cristianismo na identidade nacional
Para alguns intérpretes adventistas, esses desenvolvimentos são observados com atenção dentro do quadro profético de Apocalipse 13.
A liderança de Donald Trump e a religião na política
Durante a última década, a política americana testemunhou uma relação particularmente forte entre setores religiosos conservadores e o presidente Donald Trump.
Trump recebeu apoio significativo de eleitores evangélicos e de diversos líderes religiosos. Muitos desses grupos enxergaram sua presidência como uma oportunidade de defender valores cristãos no espaço público.
Entre as iniciativas frequentemente citadas estão:
•políticas voltadas à defesa da liberdade religiosa
•criação de estruturas governamentais para diálogo com líderes religiosos
•discursos que enfatizam a importância da fé na identidade nacional
Esses fatores contribuíram para fortalecer a conexão entre religião e política no debate público americano.
A profecia e os líderes políticos
Apesar dessas observações, é importante destacar um ponto central da escatologia adventista.
A interpretação tradicional não identifica indivíduos específicos como cumprimento direto de Apocalipse 13. Em vez disso, a profecia é entendida como referindo-se a nações.
Assim, líderes políticos podem participar de processos históricos ou refletir movimentos sociais mais amplos, mas a profecia não é aplicada diretamente a uma única pessoa.
Essa distinção é frequentemente enfatizada por teólogos adventistas contemporâneos.
O conflito final no Apocalipse
O capítulo 13 de Apocalipse faz parte de um quadro profético maior que se estende até o capítulo 14.
Nesse contexto, o tema central não é apenas política ou religião, mas adoração.
O conflito final envolve duas formas de lealdade:
•fidelidade a Deus
•submissão a sistemas humanos que reivindicam autoridade religiosa
Por isso, a mensagem profética é entendida pelos adventistas como um chamado à liberdade de consciência e à fidelidade espiritual.
Conclusão
A interpretação adventista de Apocalipse 13:11 identifica a besta que sobe da terra como um símbolo profético dos Estados Unidos, uma nação que surgiu defendendo liberdade civil e religiosa.
Segundo essa leitura:
•a nação aparece inicialmente com características semelhantes a um cordeiro
•posteriormente exercerá influência religiosa e política global
•poderá ocorrer uma união entre religião e Estado no cenário do tempo do fim.
Embora o debate sobre essas interpretações continue entre estudiosos cristãos, a mensagem central do Apocalipse permanece relevante: a importância da fidelidade a Deus e da preservação da liberdade de consciência.
Bibliografia básica (teologia adventista)
•Ranko Stefanović — Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation
•Uriah Smith — Thoughts on Daniel and the Revelation