PARIS – AS OLIMPÍADAS CONTRA A RELIGIÃO


 As Olímpiadas da França, a 33ª edição dos Jogos Olímpicos, tem sido marcada pelas restrições religiosas. A polêmica se tornou pública na abertura do evento com um dos quadros na transmissão de TV.

O cerimonialista e diretor criativo Thomas Jolly negou que tenha feito uma paródia da Última Ceia na cerimônia de abertura dos Jogos de Paris, após grupos religiosos criticarem o evento por considerá-lo uma "zombaria ao Cristianismo". Na cena, dançarinos, drag queens e pessoas em fantasias coloridas ficaram em poses que lembravam representações da Última Ceia, a última refeição de Jesus com seus apóstolos - evento também chamado por alguns como Santa Ceia. Alguns grupos católicos e bispos franceses condenaram o que viram como "cenas de escárnio e zombarias ao Cristianismo".

Nas telas de milhões de pessoas ao redor do globo, a apresentação mostrou uma cena envolvendo o cantor e ator francês Philippe Katerine como o deus Dionísio, seminu e pintado de azul, em uma mesa de banquete. "A ideia era fazer uma grande festa pagã ligada aos deuses do Olimpo", disse Jolly em uma entrevista ao canal francês BFM no último domingo (28/7). 

As três cenas comparadas - a Festa dos deuses; a cena da olímpiada; e a o quadro da Santa Ceia

"Você nunca encontrará em meu trabalho qualquer desejo de zombar ou difamar. Eu queria uma cerimônia que unisse as pessoas, que as reconciliasse, mas também uma cerimônia que afirmasse nossos valores de liberdade, igualdade e fraternidade." Jolly também defende que achou que suas intenções estavam claras. "Dionísio aparece nessa mesa. Ele está presente porque é o deus da festa, do vinho, e pai de Sequana, deusa relacionada ao rio Sena." Suas declarações foram apoiadas por internautas que viram na sua encenação elementos do quadro a "Festa dos Deuses". Fonte:BBC

Mas essa não foi a única dificuldade que os atletas cristãos enfrentaram. Eles estão proibidos de fazer qualquer manifestação religiosa, sejam referências ou testemunhos públicos.

A França desde o século 18 é uma nação anti-cristã. A história da Revolução Francesa foi fundamentada em um movimento contra a dominação religiosa que havia na Europa e naquela nação.

Na profecia do Apocalipse essa cidade é chamada de “grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (11:8).

Segundo as palavras do profeta, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma.

Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França. Durante a Revolução, em 1793, "o mundo pela primeira vez ouviu uma assembléia de homens, nascidos e educados na civilização, e assumindo o direito de governar uma das maiores nações européias, levantar a voz em coro para negar a mais solene verdade que a alma do homem recebe, e renunciar unanimemente à crença na Divindade e culto à mesma". - Vida de Napoleão Bonaparte, de Sir Walter Scott. "A França é a única nação do mundo relativamente à qual se conserva registro autêntico de que, como nação, se levantou em aberta rebelião contra o Autor do Universo. Profusão de blasfemos, profusão de incrédulos, tem havido e ainda continua a haver, na Inglaterra, Alemanha, Espanha e em outras terras; mas a França fica à parte, na história universal, como o único Estado que, por decreto da Assembléia Legislativa, declarou não haver Deus, e em cuja capital a população inteira, e vasta maioria em toda parte, mulheres assim como homens, dançaram e cantaram com alegria ao ouvirem a declaração." - Blackwood"s Magazine, de novembro de 1870.

O Apocalipse chama Paris de a "grande cidade" em cujas ruas as testemunhas foram mortas, e onde seus corpos mortos estiveram, é "espiritualmente" o Egito. De todas as nações apresentadas na história bíblica, o Egito, de maneira mais ousada, negou a existência do Deus vivo e resistiu aos Seus preceitos. Nenhum monarca já se aventurou a rebelião mais aberta e arrogante contra a autoridade do Céu do que o fez o rei do Egito. Quando, em nome do Senhor, a mensagem lhe fora levada por Moisés, Faraó orgulhosamente, respondeu: "Quem é o Senhor cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel." Êxo. 5:2. Isto é ateísmo; e a nação representada pelo Egito daria expressão a uma negação idêntica às reivindicações do Deus vivo, e manifestaria idêntico espírito de incredulidade e desafio. A "grande cidade" é também comparada "espiritualmente" com Sodoma. A corrupção de Sodoma na violação da lei de Deus, manifestou-se especialmente na licenciosidade. E este pecado também deveria ser característico preeminente da nação que cumpriria as especificações deste texto.

A França também apresentou as características que mais distinguiram Sodoma. Durante o período revolucionário mostrou-se um estado de rebaixamento moral e corrupção semelhante ao que trouxera destruição às cidades da planície. E o historiador apresenta juntamente o ateísmo e a licenciosidade da França, conforme os dá a profecia: "Ligada intimamente a estas leis que afetam a religião, estava a que reduzia a união pelo casamento - o mais sagrado ajuste que seres humanos podem formar, cuja indissolubilidade contribui da maneira mais eficaz para a consolidação da sociedade - à condição de mero contrato civil de caráter transitório, em que quaisquer duas pessoas poderiam empenhar-se e que, à vontade, poderiam desfazer. ...

Se os demônios se houvessem disposto a trabalhar para descobrir o modo mais eficaz de destruir o que quer que seja venerável, belo ou perdurável na vida doméstica, e de obter ao mesmo tempo certeza de que o mal que era seu objetivo criar se perpetuaria de uma geração a outra, não poderiam ter inventado plano mais eficiente do que a degradação do casamento. ... Sofia Arnoult, atriz famosa pelos ditos espirituosos que proferia, descreveu o casamento republicano como sendo "o sacramento do adultério"." - Scott.

O Apocalipse diz – "Onde o seu Senhor também foi crucificado." Esta especificação da profecia também foi cumprida pela França. Em nenhum país fora o espírito de inimizade contra Cristo ostentado mais surpreendentemente. Em nenhum país encontrara a verdade mais atroz e cruel oposição. Na perseguição que a França infligiu aos que professavam o evangelho, crucificou a Cristo na pessoa de Seus discípulos.

Século após século o sangue dos santos fora derramado. Enquanto os valdenses, "pela palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo", depunham a vida nas montanhas do Piemonte, idêntico testemunho da verdade era dado por seus irmãos, os albigenses da França. Nos dias da Reforma seus discípulos foram mortos com horríveis torturas. Rei e nobres, senhoras de alto nascimento e delicadas moças, o orgulho e a nobreza da nação, haviam recreado os olhos com as agonias dos mártires de Jesus. Os bravos huguenotes, batendo-se pelos direitos que o coração humano preza como os mais sagrados, tinham derramado seu sangue em muitos campos de rudes combates. Os protestantes eram tidos na conta de proscritos, punha-se a preço a sua cabeça e eram perseguidos como animais selvagens.

Centenas de homens idosos, indefesas mulheres e inocentes crianças eram deixados mortos sobre a terra em seu lugar de reunião. Atravessando-se a encosta das montanhas ou a floresta, onde estavam acostumados a reunir-se, não era raro encontrarem-se "a cada passo corpos mortos, pontilhando a relva, e cadáveres a balançar suspensos das árvores". Seu território, devastado pela espada, pelo machado, pela fogueira, "converteu-se em vasto e triste deserto". "Estas atrocidades não eram ordenadas ... em qualquer época obscura, mas na era brilhante de Luís XIV. Cultivavam-se então as ciências, as letras floresciam, os teólogos da corte e da capital eram homens doutos e eloqüentes, aparentando perfeitamente as graças da humildade e caridade." - Wylie.

O episódio mais escuro da história da França, e do catálogo de crimes, a mais horrível entre as ações diabólicas de todos os hediondos séculos, foi o massacre de São Bartolomeu. O mundo ainda recorda com estremecimento de horror as cenas daquele assalto covardíssimo e cruel. O rei da França, com quem sacerdotes e prelados romanos insistiram, sancionou a hedionda obra. Um sino badalando à noite dobres fúnebres, foi o sinal para o morticínio. Milhares de protestantes que dormiam tranqüilamente em suas casas, confiando na honra empenhada de seu rei, eram arrastados para fora sem aviso prévio e assassinados a sangue frio.

Como Cristo fora o chefe invisível de Seu povo ao ser tirado do cativeiro egípcio, assim foi Satanás o chefe invisível de seus súditos na horrível obra de multiplicar os mártires. Durante sete dias perdurou o massacre em Paris, sendo os primeiros três com inconcebível fúria. E não se limitou unicamente à cidade, mas por ordem especial do rei estendeu-se a todas as províncias e cidades onde se encontravam protestantes. Não se respeitava nem idade nem sexo. Não se poupava nem a inocente criancinha, nem o homem de cabelos brancos. Nobres e camponeses, velhos e jovens, mães e filhos, eram juntamente abatidos. Por toda a França a carnificina durou dois meses. Pereceram setenta mil da legítima flor da nação.

"Quando as notícias do massacre chegaram a Roma, a exultação entre o clero não teve limites. O cardeal de Lorena recompensou o mensageiro com mil coroas; o canhão de Santo Ângelo reboou em alegre salva; os sinos tangeram em todos os campanários; fogueiras festivas tornaram a noite em dia; e Gregório XIII, acompanhado dos cardeais e outros dignitários eclesiásticos, foi, em longa procissão, à igreja de São Luís, onde o cardeal de Lorena cantou o Te Deum. ... Uma medalha foi cunhada para comemorar o massacre, e no Vaticano ainda se podem ver três quadros de Vasari descrevendo o ataque ao almirante, o rei em conselho urdindo a matança, e o próprio morticínio. Gregório enviou a Carlos a Rosa de Ouro; e quatro meses depois da carnificina, ... ouviu complacentemente ao sermão de um padre francês, ... que falou daquele "dia tão cheio de felicidade e regozijo, em que o santíssimo padre recebeu a notícia, e foi em aparato solene dar graças a Deus e a São Luís"." - O Massacre de São Bartolomeu, de Henry White.

O mesmo espírito sobrenatural que instigou o massacre de São Bartolomeu, dirigiu também as cenas da Revolução Francesa. Foi declarado ser Jesus Cristo um impostor e o grito de zombaria dos incrédulos franceses era: "Esmagai o Miserável!" querendo dizer Cristo. Blasfêmia que desafiava o Céu e abominável impiedade iam de mãos dadas, e os mais vis dentre os homens, os mais execráveis monstros de crueldade e vício, eram elevados aos mais altos postos. Em tudo isto, prestava-se suprema homenagem a Satanás, enquanto Cristo, em Seus característicos de verdade, pureza e amor abnegado, era crucificado.

O Apocalipse chama essa nação de "A besta que sobe do abismo" (11:7). O poder ateísta que governou na França durante a Revolução e reinado do terror, desencadeou contra Deus e Sua santa Palavra uma guerra como jamais o testemunhara o mundo. O culto à Divindade fora abolido pela Assembléia Nacional. Bíblias eram recolhidas e publicamente queimadas com toda a manifestação de escárnio possível. A lei de Deus era calcada a pés. As instituições das Escrituras Sagradas, abolidas. O dia de repouso semanal foi posto de lado, e em seu lugar cada décimo dia era dedicado à orgia e blasfêmia. O batismo e a comunhão foram proibidos. E anúncios afixados visivelmente nos cemitérios, declaravam ser a morte um sono eterno.

"Uma das cerimônias deste tempo de loucuras permanece sem rival pelo absurdo combinado com a impiedade. As portas da convenção foram abertas de par em par a uma banda de música, seguida dos membros da corporação municipal, que entraram em solene procissão, cantando um hino de louvor à liberdade e escoltando, como o objeto de seu futuro culto, uma mulher coberta com um véu, a quem denominavam a deusa da Razão. Levada à tribuna, tirou-se-lhe o véu com grande pompa, e foi colocada à direita do presidente, sendo por todos reconhecida como dançarina de ópera. ... A essa pessoa, como mais apropriada representante da razão a que adoravam, a Convenção Nacional da França prestou homenagem pública. "Essa momice, ímpia e ridícula, entrou em voga; e o instituir a deusa da Razão foi repetido e imitado, por todo o país, nos lugares em que os habitantes desejavam mostrar-se à altura da Revolução." - Scott.

 Disse o orador que apresentou o culto da Razão: "Legisladores! O fanatismo foi substituído pela razão. Seus turvos olhos não poderiam suportar o brilho da luz. Neste dia, imenso público se congregou sob aquelas abóbadas góticas que, pela primeira vez, fizeram ecoar a verdade. Ali, os franceses celebraram o único culto verdadeiro - o da Liberdade, o da Razão. Ali formulamos votos de prosperidade às armas da República. Ali abandonamos ídolos inanimados para seguir a Razão, esta imagem animada, a obra-prima da Natureza." - História da Revolução Francesa, de Thiers, vol. 2, págs. 370 e 371.

Ao ser a deusa apresentada à Convenção, o orador tomou-a pela mão e, voltando-se à assembléia, disse: "Mortais, cessai de tremer perante os trovões impotentes de um Deus que vossos temores criaram. Não reconheçais, doravante, outra divindade senão a Razão. Ofereço-vos sua mais nobre e pura imagem; se haveis de ter ídolos, sacrificai apenas aos que sejam como este. ... Caí perante o augusto Senado da Liberdade, ó Véu da Razão! ..."A deusa, depois de ser abraçada pelo presidente, foi elevada a um carro suntuoso e conduzida, por entre vasta multidão, à catedral de Notre Dame para tomar o lugar da Divindade. Ali foi ela erguida ao altar-mor e recebeu a adoração de todos os presentes." - Alison.

Não muito depois, seguiu-se a queima pública da Escritura Sagrada. Em uma ocasião, "a Sociedade Popular do Museu" entrou no salão da municipalidade, exclamando: "Vive La Raison!" e carregando na extremidade de um mastro os restos meio queimados de vários livros, entre os quais breviários, missais, e o Antigo e Novo Testamentos, livros que "expiavam em grande fogo", disse o presidente, "todas as loucuras que tinham feito a raça humana cometer". - Journal de Paris, 14 de novembro de 1793 (nº 318).

O espírito de liberdade acompanhava a Bíblia. Onde quer que o evangelho era recebido, despertava-se o povo. Começavam os homens a romper as algemas que os haviam conservado escravos da ignorância, vício e superstição. Começavam a pensar e agir como homens. Os monarcas, ao verem isto, temeram pelo seu despotismo.

Roma não foi tardia em inflamar seus ciosos temores. Disse o papa ao regente da França em 1525: "Esta mania [o protestantismo], não somente confundirá e destruirá a religião, mas todos os principados, nobreza, leis, ordens e classes juntamente." - História dos Protestantes da França, G. de Félice. Poucos anos mais tarde um núncio papal advertiu ao rei: "Majestade, não vos enganeis. Os protestantes subverterão toda a ordem civil e religiosa. ... O trono está em tão grande perigo como o altar. ... A introdução de uma nova religião deve necessariamente introduzir novo governo." - História da Reforma no Tempo de Calvino, D"Aubigné. E os teólogos apelavam para os preconceitos do povo, declarando que a doutrina protestante "instiga os homens à novidade e loucura; despoja o rei da dedicada afeição de seus súditos e devasta tanto a Igreja como o Estado". Assim Roma conseguiu predispor a França contra a Reforma. "Foi para manter o trono, preservar os nobres e conservar as leis, que pela primeira vez se desembainhou na França a espada da perseguição." - Wylie.

Mal imaginavam os governantes do país os resultados daquela política fatal. O ensino da Escritura Sagrada teria implantado no espírito e no coração do povo os princípios de justiça, temperança, verdade, eqüidade e benevolência, que são a própria pedra basilar da prosperidade da nação. "A justiça exalta as nações." Donde, "com justiça se estabelece o trono". Prov. 14:34; 16:12. "O efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança, para sempre." Isa. 32:17. O que obedece à lei divina é o que melhor respeitará e obedecerá às leis de seu país. O que teme a Deus honrará ao rei no exercício de toda a autoridade justa e legítima. Mas a desditosa França proibiu a Bíblia e condenou seus discípulos. Século após século, homens de princípios e integridade, homens de agudeza intelectual e força moral, que tinham coragem de confessar suas convicções e fé para sofrer pela verdade, sim, durante séculos esses homens labutaram como escravos nas galeras, pereceram na fogueira, ou apodreceram nas celas das masmorras. Milhares e milhares encontraram segurança na fuga; e isto continuou por duzentos e cinqüenta anos depois do início da Reforma.

"Quase não houve geração de franceses, durante esse longo período, que não testemunhasse os discípulos do evangelho fugindo diante da fúria insana do perseguidor, levando consigo a inteligência, as artes, a indústria, a ordem, nas quais, em regra, grandemente se distinguiam, para o enriquecimento das terras em que encontravam asilo. E à medida que enchiam outros países com esses valiosos dons, privavam deles o seu próprio país. Se tudo que então foi repelido se houvesse conservado na França; se, durante esses trezentos anos, a habilidade industrial dos exilados tivesse estado a cultivar seu solo; se durante esses trezentos anos, seu pendor artístico tivesse estado a aperfeiçoar suas indústrias; se durante esses três séculos, seu gênio inventivo e poder analítico tivessem estado a enriquecer sua literatura e a cultivar sua ciência; se a sabedoria deles estivesse a guiar seus conselhos, a bravura a pelejar em suas batalhas e a eqüidade a formular suas leis, e estivesse a religião da Bíblia a fortalecer o intelecto e a governar a consciência de seu povo, que glória não circundaria hoje a França! Que país grandioso, próspero e feliz - modelo das nações não teria ela sido!

"Mas o fanatismo cego baniu de seu solo todo ensinador da virtude, todo campeão da ordem, todo defensor honesto do trono, dizendo aos homens que teriam dado ao país "renome e glória" na Terra: Escolhei o que quereis: a fogueira ou o exílio. "Finalmente a ruína do Estado foi completa; não mais restavam consciências para serem proscritas; não mais religião para arrastar-se à fogueira; não mais patriotismo para ser desterrado." - Wylie. E a Revolução, com todos os seus horrores, foi o tremendo resultado.

"Com a fuga dos huguenotes, um declínio geral baixou sobre a França. Florescentes cidades manufatureiras caíram em decadência; férteis distritos voltaram a sua natural rusticidade; embotamento intelectual e decadência moral sucederam-se a um período de desusado progresso. Paris tornou-se um vasto asilo de mendicidade, e calcula-se que, ao romper a Revolução, duzentos mil pobres reclamavam caridade das mãos do rei. Somente os jesuítas floresciam na nação decadente, e governavam com terrível tirania sobre escolas e igrejas, prisões e galés."

O evangelho teria proporcionado à França a solução dos problemas políticos e sociais que frustravam a habilidade de seu clero, seu rei e seus legisladores, e que finalmente mergulharam a nação na anarquia e ruína. Sob o domínio de Roma, porém, o povo tinha perdido as benditas lições do Salvador acerca do sacrifício e amor abnegado. Tinham sido afastados da prática da abnegação em favor dos outros. Os ricos não haviam recebido repreensão alguma por sua opressão aos pobres; estes, nenhum auxílio pela sua servidão e degradação. O egoísmo dos abastados e poderosos se tornou mais é mais visível e opressivo. A cobiça e a dissolução dos nobres, durante séculos, tiveram como resultado a esmagadora extorsão para com os camponeses. Os ricos lesavam os pobres, e estes odiavam aqueles.

Em muitas províncias as propriedades eram conservadas pelos nobres, sendo as classes trabalhadoras apenas arrendatárias; achavam-se à mercê dos proprietários e obrigados a sujeitar-se às suas exigências escorchantes. O encargo de sustentar tanto a Igreja como o Estado recaía sobre as classes média e baixa, pesadamente oneradas pelas autoridades civis e pelo clero. "O capricho dos nobres arvorava-se em lei suprema; os lavradores e camponeses podiam perecer de fome sem que isso comovesse os opressores. ... O povo era obrigado a consultar sempre o interesse exclusivo do proprietário. A vida dos trabalhadores agrícolas era de labuta incessante e miséria sem alívio; suas queixas, se é que ousavam queixar-se, eram tratadas com insolente desprezo. Os tribunais de justiça ouviam sempre ao nobre de preferência ao camponês; os juízes aceitavam abertamente o suborno, e o mais simples capricho da aristocracia tinha força de lei, em virtude deste sistema de corrupção universal. Dos impostos extorquidos do povo comum, pelos magnatas seculares de um lado e pelo clero do outro, nem a metade sequer tinha acesso ao tesouro real ou episcopal; o resto era desbaratado em condescendências imorais. E os mesmos homens que assim empobreciam seus compatriotas, estavam isentos de impostos, e, pela lei e costumes, com direitos a todos os cargos do Estado. Os membros das classes privilegiadas orçavam por uns cento e cinqüenta mil, e para a satisfação delas, milhões estavam condenados a levar uma vida de degradação irremediável."

A corte achava-se entregue ao luxo e à libertinagem. Pouca confiança existia entre o povo e os governantes. Prendia-se a todos os atos do governo a suspeita de serem mal-interpretados e egoístas. Durante mais de meio século antes do tempo da Revolução, o trono foi ocupado por Luís XV que, mesmo naqueles maus tempos, se distinguiu como monarca indolente, frívolo e sensual. Com uma aristocracia depravada e cruel, uma classe inferior empobrecida e ignorante, achando-se o Estado em embaraços financeiros, e o povo exasperado, não se necessitava do olhar de profeta para prever uma iminente e terrível erupção. Às advertências de seus conselheiros estava o rei acostumado a responder: "Procurai fazer com que as coisas continuem tanto tempo quanto eu provavelmente possa viver; depois de minha morte, seja como for." Era em vão que se insistia sobre a necessidade de reforma. Ele via os males, mas não tinha nem a coragem nem a força para enfrentá-los. Sua resposta indolente e egoísta sintetizava, com verdade, a sorte que aguardava a França: "Depois de mim, o dilúvio!"

Valendo-se dos ciúmes dos reis e das classes governantes, Roma os influenciara a conservar o povo na escravidão, bem sabendo que o Estado assim se enfraqueceria, tendo por este meio o propósito de firmar em seu cativeiro tanto príncipes como o povo. Com política muito previdente, percebeu que, para escravizar os homens de modo eficaz, deveria algemar-lhes a alma; que a maneira mais certa de impedi-los de escapar de seu cativeiro era torná-los incapazes de libertar-se. Mil vezes mais terrível do que o sofrimento físico que resultava de sua política, era a degradação moral. Despojado da Escritura Sagrada, e abandonado ao ensino do fanatismo e egoísmo, o povo estava envolto em ignorância e superstição, submerso no vício, achando-se, assim, completamente inapto para o governo de si próprio.

Mas a conseqüência de tudo isto foi grandemente diversa do que Roma tivera em mira. Em vez de manter as massas populares em submissão cega aos seus dogmas, sua obra teve como resultado torná-las incrédulas e revolucionárias. Desprezavam o romanismo como uma artimanha do clero. Consideravam-no como um partido que as oprimia. O único deus que conheciam era o deus de Roma; seu ensino era a única réligião que professavam. Consideravam sua avidez e crueldade como os legítimos frutos da Bíblia, da qual nada queriam saber.

Roma tinha representado falsamente o caráter de Deus e pervertido Seus mandamentos, e agora os homens rejeitavam tanto a Escritura Sagrada como seu Autor. Exigira fé cega nos seus dogmas, sob o pretenso apoio das Escrituras. Na reação, Voltaire e seus companheiros puseram inteiramente de lado a Palavra de Deus, disseminando por toda parte o veneno da incredulidade. Roma calcara o povo sob seu tacão de ferro; agora as massas, degradadas e embrutecidas, ao revoltarem-se contra a tirania, arrojaram de si toda a restrição. Enraivecidos com o disfarçado embuste a que durante tanto tempo haviam prestado homenagem, rejeitaram a um tempo a verdade e a falsidade; e erroneamente tomando a libertinagem pela liberdade, os escravos do vício exultaram em sua liberdade imaginária.

No início da Revolução foi, por concessão do rei, outorgada ao povo uma representação mais numerosa do que a dos nobres e do clero reunidos. Assim a balança do poder estava em suas mãos; mas não se achavam preparados para fazer uso deste poder com sabedoria e moderação. Ávidos de reparar os males que tinham sofrido, decidiram-se a empreender a reconstrução da sociedade. Uma turba ultrajada, cujo espírito estava de há muito repleto de dolorosas lembranças, resolveu sublevar-se contra aquele estado de miséria que se tornara insuportável, vingando-se dos que considerava como responsáveis por seus sofrimentos. Os oprimidos puseram em prática a lição que tinham aprendido sob a tirania, e tornaram-se os opressores dos que os haviam oprimido.

 A cruel França ceifou em sangue a colheita do que semeara. Terríveis foram os resultados de sua submissão ao poder subjugador de Roma. Onde a França, sob a influência do romanismo, acendera a primeira fogueira ao começar a Reforma, erigiu a Revolução a sua primeira guilhotina. No local em que os primeiros mártires da fé protestante foram queimados no século XVI, as primeiras vítimas foram guilhotinadas no século XVIII. Rejeitando o evangelho que lhe teria trazido cura, a França abrira a porta à incredulidade e ruína. Quando as restrições da lei de Deus foram postas de lado, verificou-se que as leis dos homens eram impotentes para sustar a avassalante onda da paixão humana; e a nação descambou para a revolta e anarquia. A guerra contra a Bíblia inaugurou uma era que se conserva na História Universal como "o reinado do terror". A paz e a felicidade foram banidas dos lares e do coração dos homens. Ninguém se achava seguro. O que hoje triunfava era alvo de suspeitas e condenado amanhã. A violência e a cobiça exerciam incontestável domínio.

Rei, clero e nobreza foram obrigados a submeter-se às atrocidades do povo excitado e enlouquecido, cuja sede de vingança subiu de ponto com a execução do rei; e os que haviam decretado sua morte logo o seguiram no cadafalso. Foi ordenado um morticínio geral de todos os que eram suspeitos de hostilizar a Revolução. As prisões estavam repletas, contendo em certa ocasião mais de duzentos mil prisioneiros. Multiplicavam-se nas cidades do reino as cenas de horror. Um partido dos revolucionários era contra outro, e a França tornou-se um vasto campo de massas contendoras, dominadas pela fúria das paixões. "Em Paris, tumulto sucedia a tumulto, e os cidadãos estavam divididos numa mistura de facções, que não pareciam visar coisa alguma a não ser a exterminação mútua." E para aumentar a miséria geral, a nação envolveu-se em prolongada e devastadora guerra com as grandes potências da Europa. "O país estava quase falido, o exército a clamar pelos pagamentos em atraso, os parisienses passando fome, as províncias assoladas pelos ladrões, e a civilização quase extinta em anarquia e licenciosidade."

Muito bem havia o povo aprendido as lições de crueldade e tortura que Roma tão diligentemente ensinara. Chegara finalmente o dia da retribuição. Não eram mais os discípulos de Jesus que se arrojavam nas masmorras e arrastavam à tortura. Havia muito tempo que esses tinham perecido, ou sido expulsos para o exílio. Roma, sentia agora o poder mortífero daqueles a quem havia ensinado a deleitar-se nas práticas sanguinárias. "O exemplo de perseguição que o clero da França por tantos séculos dera abertamente, achava-se agora revertido contra ele mesmo com assinalado vigor. Os cadafalsos estavam tintos do sangue dos sacerdotes. As galés e prisões, que em outro tempo se povoaram de huguenotes, estavam agora repletas de seus perseguidores. Acorrentados ao banco ou labutando com os remos, o clero católico romano experimentou todas as desgraças que sua igreja tão livremente infligira aos benignos hereges."

"Vieram então os dias em que o mais bárbaro dos códigos foi posto em vigor pelo mais bárbaro dos tribunais; em que ninguém poderia saudar os vizinhos ou fazer orações ... sem perigo de cometer um crime capital; em que espias se emboscavam de todos os lados; em que todas as manhãs a guilhotina funcionava em trabalho rápido e prolongado; em que as cadeias estavam tão cheias como um porão de navio de escravos; em que, nas sarjetas, o sangue corria espumante para o Sena. ... Enquanto diariamente carradas de vítimas eram levadas ao seu destino através das ruas de Paris, os procônsules, a quem a comissão soberana enviara aos departamentos, recreavam-se extravagantemente com crueldade desconhecida mesmo na capital. O cutelo da máquina mortífera levantava-se demasiado vagarosamente para a obra de morticínio. Longas fileiras de prisioneiros eram ceifadas a metralha. Faziam-se rombos no fundo dos barcos repletos. Lyon se tornou um deserto. Em Arras, mesmo a cruel misericórdia de uma morte rápida era negada aos prisioneiros. Por toda a extensão do Loire de Saumur até à desembocadura no oceano, grandes bandos de corvos e milhanos banqueteavam-se nos cadáveres nus, juntamente irmanados em hediondos abraços. Não se mostrava misericórdia a sexo ou idade. O número de moços e moças de dezessete anos que foram assassinados por aquele governo execrável, deve ser computado às centenas. Criancinhas arrancadas dos seios eram arrojadas, de chuço em chuço, ao longo das fileiras jacobinas."

 No curto espaço de dez anos, pereceram multidões de criaturas humanas. Tudo isto foi como Satanás queria. Durante séculos se empenhara por consegui-lo. Sua política é o engano desde o princípio até ao fim, e seu propósito fixo é acarretar a desgraça e a miséria aos homens, desfigurar e aviltar a obra de Deus, desvirtuar os propósitos divinos de benevolência e amor, ocasionando assim o pesar no Céu. Então, por suas artes ilusórias, cega o espírito dos homens, induzindo-os a responsabilizar a Deus pelos males de sua obra, como se toda essa miséria fosse resultado do plano do Criador. De igual modo, quando os que foram degradados e embrutecidos pelo seu poder cruel alcançam a liberdade, ele os compele a excessos e atrocidades. Então este quadro de desenfreada licenciosidade é apontado pelos tiranos e opressores como ilustração dos resultados da liberdade.

 Quando é descoberto o erro sob um aspecto, Satanás apenas o mascara sob disfarce diverso, e as multidões o recebem tão avidamente como a princípio. Quando o povo descobriu ser o romanismo um engano, e Satanás não pôde por este agente levá-lo à transgressão da lei de Deus, compeliu-o a considerar todas as religiões como fraude e a Escritura Sagrada como fábula; e, pondo de lado os estatutos divinos, entregaram-se a desenfreada iniqüidade.

O erro fatal que trouxe semelhante desgraça aos habitantes da França, foi a ignorância desta única e grande verdade: que a genuína liberdade reside dentro das prescrições da lei de Deus. "Ah! se tivesses dado ouvidos aos Meus mandamentos! Então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar." "Os ímpios não têm paz, disse o Senhor." "Mas o que Me der ouvidos habitará seguramente, e estará descansado do temor do mal." Isa. 48:18 e 22; Prov. 1:33.

Ateus, incrédulos e apóstatas opunham-se à lei de Deus e acusavam-na; mas os resultados de sua influência provam que o bem-estar do homem se prende à obediência aos estatutos divinos. Os que não leram esta lição no Livro de Deus, são convidados a lê-la na história das nações. Fonte: Livro O Grande Conflito, pags. 270-285.

Essa é a França que estamos vendo nas mídias sociais e na TV. Uma nação ateísta, que despreza o cristianismo e quer ajustar os cristãos aos seus moldes culturais e políticos.

O que estamos vendo de ações anti-religiosas são apenas a ponta do iceberg. Há muitas outras ações, políticas e doutrinações sociais que pretendem acabar com os fundamentos dos países cristãos e da própria religião cristã.

AMEAÇA À CONCIÊNCIA E A LIBERDADE

A liberdade religiosa e o estado laico hoje, garantem a toda pessoa a livre expressão de sua fé e o exercício do culto. Mas nem sempre foi assim; a Bíblia fala da grande tribulação que ocorreu no passado durante 1260 anos (Ap 12:6 e 14) em que a igreja romana dominou politicamente a antiga Europa, na baixa e alta idade média, e trouxe a opressão, perseguição e até a condenação à morte de pessoas que resistiam a seguir a fé cristã romana. O sistema dos papas na igreja romana no passado foi responsável por milhões de mortes, por perseguição religiosa. Não havia respeito pela consciência religiosa ou fé das pessoas.

E a ameaça a consciência e a perda da liberdade religiosa irão entrar novamente no cenário mundial, e as mesmas cenas de perseguição e decretos de morte, ressurgirão em pleno século 21 (Ap 13:15up). Onde as pessoas serão forçadas a adoração da igreja romana, e os que discordarem disso serão mortos. Isso é uma projeção profética de uma quebra da liberdade religiosa e um decreto de morte.

O capítulo 13 do Apocalipse nos vs11-17 descrevem a união de dois poderes, os EUA e o Vaticano em um esforço conjunto para trazer paz e moralidade ao mundo, que por final irá resultar na perda da liberdade religiosa. Essa é a ameaça da consciência prevista na profecia.

O livro Grande Conflito afirma que – “A Constituição dos Estados Unidos garante liberdade de consciência. Nada se valoriza mais ou é de maior importância [para a América]. O Papa Pio IX, na encíclica de 15 de agosto de 1854, disse: ‘As doutrinas ou extravagâncias absurdas e errôneas em defesa da liberdade de consciência, são erro dos mais perniciosos — uma peste que, dentre todas as outras, que mais deve ser temida no Estado.’ O mesmo papa, na encíclica de 8 de dezembro de 1864, excomungou ‘os que defendem a liberdade de consciência e  de culto’ e também ‘todos os que afirmam que a igreja não pode empregar a força.’ GC 564.4,5.

Como se dará isso então? Como os EUA abrirão mão da liberdade religiosa e dará poder ao Vaticano para recomeçar com a velha política-religiosa da idade média, onde os que não obedecem aos dogmas da igreja, sofrerão sanções econômicas (Ap 13:15) e depois um decreto de morte (Ap 13:17). Isso irá acontecer porque a política de direita dos republicanos é religiosa, e os evangélicos se unirão à igreja romana para obter força política sobre o mundo cristão.

O livro Grande Conflito alerta – “Logo veremos e sentiremos qual é o propósito do romanismo. Quem quer que creia na Palavra de Deus e a ela obedeça, incorrerá, por esse motivo em censura e perseguição”. GC 581.2.

Há um grande movimento político de direita por todo o mundo – Italia, Alemanha, Holanda, Polônia, Reino Unido e Turquia. O governo de Donald Trump cumpre esse perfil religioso, moralizante da extrema direita. Não somente nos EUA mas no Brasil, a extrema direita são a tendência política no cenário governamental. 

Além disso as cortes de justiça em vários países estão impondo leis e ações que inibem a liberdade do indivíduo e reprimindo insituições e manifetações. Todo esse quadro colabora para uma futura perda da liberdade religiosa e amenaça à consciência do cidadão.

Seja pelo ateísmo e liberalidade da extrema esquerda, ou a intolerância e conservadorismo da extrema direita, o mundo está em uma rota de decadência. Aqueles que acreditam na leitura apocalíptica de – intolerância religiosa, perseguição e pena de morte – entendem que a extrema direita é o cumprimento da profecia nos EUA.

O livro Grande Conflito afirma – “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência.” GC 588.1

O protestantismo norte-americano se caracteriza hoje, como a extrema-direita. Será essa a última vertente política deste mundo, revelada pela profecia como a Terceira Besta. Os EUA será um estado político-religioso [como Roma no passado] que fará imposições sobre o mundo. A liberdade religiosa será retirada, para a imposição da união com a religião de Roma. O protestantismo se unirá ao catolicismo em doutrinas bases e assim estará feito a "imagem da besta" que recuperará seu prestígio político como no passado. O resultado será - perseguição e pena de morte.

O livro Grande Conflito prevê isso dizendo – “Os dignitários da Igreja e do Estado unir-se-ão para subornar, persuadir ou forçar todas as classes... A falta de autoridade divina será suprida por legislação opressiva. A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei... A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. No conflito prestes a se desencadear, veremos exemplificadas as palavras do profeta: “O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 12:17. GC 592.3.

O que nos resta hoje é nos apegarmos a Palavra de Deus e buscarmos um relacionamento com Ele, a fim de nossa vida estar sendo santificada. Enquanto o mundo se afunda na apostasia, quebra da liberdade religiosa e ameaça à consciência, o remanescente final deve estar crescendo e amadurecendo em santidade.

Leia também Trump o presbiteriano

Leia também  Trump preenche requisitos da profecia?

Leia também Trump é o Falso Profeta?

Leia também Extrema Direita Religiosa

Leia também Cenário Polito-Religioso do Fim

Leia também Filosofia Política de Direita

Leia também Filosofia Política de Esquerda

GUERRA DO HAMAS E ISRAEL

Israel e os judeus não estão entre os protagonistas das profecias apocalípticas para o Tempo do Fim. Os protagonistas são as 4 bestas (Ap 11:7; 13:1; 13:11; 17:3) e Babilônia (Ap 17:3 e 18:1).

O cenário atual (Outubro / 2023) do ataque do Hamas ao território de Israel e o início de uma guerra no Oriente Médio, não estão nas principais cenas da seção escatológica (capítulos 11 a 22) do Apocalipse.

Cenário Profético

Mas os muçulmanos e povos islâmicos são personagens secundários que participam do cenário das Trombetas (Apocalipse 8:6-9:21 e 11:15-19) uma série de 7 profecias na seção histórica da Revelação. As Trombetas no Apocalipse são profecias que indicam o juízo de Deus sobre os inimigos históricos do povo de Deus.

As Trombetas eram objetos que pertenciam ao tabernáculo, templo ou santuário. Foram usadas para as guerras de conquista da Terra Prometida e principalmente na Festa das Trombetas, a festividade que antecipava o Dia da Expiação ou Dia do Juízo. Então as Trombetas estão relacionadas no Apocalipse à guerras e juízos de Deus sobre Seus inimigos.

A guerra atual entre o Hamas e Israel, é uma guerra religiosa. Se trata do Islamismo contra a antiga religião dos hebreus (Israel); e a disputa é por Jerusalém e o “complexo da Mesquita de Aqsa, reverenciado pelos muçulmanos como o Nobre Santuário e pelos judeus como o Monte do Templo, está entre os locais mais contestados na Terra Santa” (NYT) . Esse não é o motivo único da guerra. “O conflito implacável e mortal entre Israel e os palestinos já dura dois séculos” (NYT).

A 5ª e a 6ª Trombetas no Apocalipse

As 'trombetas' descritas nos capítulos 08 e 09 do Apocalipse, relatam algumas das principais intervenções de Deus para castigar os inimigos do povo de Deus na era cristã:

1ª Trombeta – Juízo sobre os judeus; os romanos destroem Jerusalém e o templo (70dC)

2ª Trombeta – Juízo sobre o Império Romano Ocidental – Visigodos invadem Roma

3ª Trombeta – Juízo sobre o Império Romano Ocidental – Vândalos invadem Roma

4ª Trombeta – Juízo sobre o Império Romano Ocidental – Bárbaros (Odoacro derruba o império ocidental no 5º século)

5ª Trombeta – Juízo sobre o Império Romano Oriental – muçulmanos invadem a Europa

6ª Trombeta – Juízo sobre as 4 Bestas (França, Vaticano, EUA e EU)

7a Trombeta - Segunda Vinda (Jesus vêm como um Grande Guerreiro Ap 19:11-15, destruir os reis da terra, as bestas e as potestades do mal).

O período das trombetas ainda vigora. Estamos na 6ª trombeta sobre a ação dos muçulmanos e radicais islâmicos, que ainda castigam os poderes (bestas) e inimigos atuais de Deus e do Seu povo.

Guerras e Trombetas

As intervenções de Deus e castigos foram protagonizadas por ícones da história antiga - Alarico, Genserico, Átila, Odoacro, Maomé e Otman - que serviram como 'açoite de Deus' para castigar o império romano e depois a Roma Papal por sua opressiva política de governo.

Sendo que a 5a e a 6a trombeta apresentam os árabes e depois os muçulmanos como agentes em destruir a influência do poder opressor do império romano  e de roma papal, a continuidade da ação dos radicais islâmicos seguem esse mesmo padrão revelado na profecia.

Desde a ação de Otman que estabeleceu na Europa o Islamismo, no norte da África e na conquista de Jerusalém no 6º século, até o século 12, os muçulmanos se estabeleceram no território da palestina. O símbolo dessa conquista é a Mesquista de Aqsa que está até hoje em Jerusalém, e ocupa o lugar no antigo templo dos judeus, no Domo da Rocha.

Deus levantou os muçulmanos para combater o poder papal e tirar a possibilidade da reconstrução de um templo em Jerusalém, se rivalizando com o Santuário Celestial onde Jesus Cristo é Ministro no ‘verdadeiro tabernáculo’ (Hb 8:1,2).

Os Vilões das Bestas do Apocalipse

Assim os muçulmanos e radicais islâmicos se tornam os grandes vilões dos poderes das bestas apocalípticas (França, Vaticano, EUA e UE). A ação dos muçulmanos e povos islâmicos nos ataques terroristas na França, EUA (11 de Setembro) e na Europa, seguem o padrão estabelecido na profecia – enfraquecer os inimigos de Deus e do Seu povo.

 O que temos presenciado no século 20 e 21 é uma crescente ação dos muçulmanos em oposição ao cristianismo ocidental apostatado, representados pelo Vaticano e EUA; e agora a ação dos muçulmanos sobre Israel, judeus e cristãos que estão no ‘território santo dos mulçumanos’.

Como já dito, o que vimos em 11 de Setembro, do ataque dos islâmicos radicais aos EUA, foi uma das ações da 6ª trombeta em nosso século. E o que vemos atualmente (Outubro 2023) na guerra do Hamas contra Israel, são ainda os eventos da 6ª Trombeta.

O que levará essas ações do muçulmanos sobre a Jerusalém atual não temos como prever. Talvez essas ações de guerra e terrorismo possam desencadear o cenário de Apocalipse 13:14-18 onde os EUA e o Vaticano se unem para impor sanções mundiais para uma paz mundial. Isso talvez justifique um decreto de morte (Ap 13:15up) e um decreto financeiro (Ap 13:17).

A escalada de guerras, terrorismo, tumultos, crises de imigrantes, talvez possa requerer um governo mundial unificado. E a provável liderança moral do mundo talvez seja a do Papa. Isso justificaria o decreto dominical, e a pena de morte que se estabelecerá aos que não santificarem o domingo (Ap 13:16,17).

O que podemos ouvir, é a orientação de Jesus em seu sermão profético – “vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim” Mt 24:6. Embora ainda não seja o fim, esses eventos fazem parte dos Eventos Finais ante da Segunda Vinda de Jesus.

Jesus nos tranquiliza dizendo – “quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima” Lc 21:28.

E nós devemos orar e dizer – “Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” Ap 22:20up.

Leia: Os Mulçumanos e a 6a Trombeta

Leia também (Cenas da 6a Trombeta)

Leia também (Terrorismo e a 6a Trombeta)

Leia também (Protagonistas das 7 Trombetas - Parte 1)

Leia tambem (Protagonistas das 7 Trombetas - Parte 2 )


A Relação da 3ª Mensagem Angélica com a Justificação Pela Fé

 

Por que a terceira mensagem angélica está relacionada com a justificação pela fé?

A terceira mensagem  diz– “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca” Ap 14:9. Receber a marca da besta é não receber o selamento de Deus, ou não receber o Espírito Santo e a Sua Justiça imputada. 

O livro TPI diz “A mensagem da justiça de Cristo soará desde uma até a outra extremidade da Terra. [...] Essa é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo” TPI 6, 20). Isso porque a besta, ou o papado, tem uma mensagem de justiça pelas obras. A religião romana é baseada no que o ser humano faz - penitências, promessas e pagamentos por perdão e pecados.

Essa é a relação da terceira mensagem angélica com a mensagem da justificação pela fé - uma vida espiritual baseada na justiça concedida por Deus ou realizada por si mesmo na forma de 'boas obras'. 

Receber a marca da besta, é receber o caráter satânico, que justifica-se pelas próprias obras. Mas receber o selamento de Deus, é receber o Seu caráter, de Deus, ou Sua imagem e semelhança. E isso ocorre pela justificação pela fé; é obra de Deus. 

Os cristãos católicos foram enganados que para serem salvos, devem fazer pagamentos de promessa, penitências, indulgências e 'boas obras'. Uma religião baseada em tais coisas é receber a marca da besta; ou ter o caráter de Satanás desenvolvido Neles. 

Para ter o caráter de Cristo, é preciso crer no que Ele, Jesus, fez. Para receber a justiça de Jesus, é preciso crer que fomos declarados justos, que o Esp. Santo nos deu as virtudes de justiça e fomos transformados em justos. O livro TMOE define “O que é justificação pela fé? É a obra de Deus lançar a glória humana no pó e fazer pelos humanos aquilo que eles não podem fazer por si mesmos” TMOE, 456.

As boas obras serão produzidas pelo Espírito Santo, como boas obras da fé. Quando o texto do livro TMOE diz  “lançar a glória humana no pó e fazer pelos humanos aquilo que eles não podem fazer por si mesmos” – essa é a obra sobrenatural de justificar os humanos. E o ser humano só tem uma parte nesse processo – crer, ou ter fé – o restante é com Deus. Deus declara a pessoa justa; Deus insere justiça ou virtudes na pessoa; Deus transforma a pessoa em um ser justo. Não há nada que o ser humano possa fazer nesse processo a não ser crer, ou pela fé aceitar isso. A nossa parte é crer e escolher permanecer ao lado de Deus, obedecendo os seus mandamentos. E mesmo assim, a virtude da obediência é fruto do Deus Espírito; será o Espírito Santo que imputará a virtude da obediência em nós.  

A promessa evangélica do AT diz – “Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no seu coração as inscreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo” Jr 31:33. Deus ainda promete – “Eu lhes darei um coração novo e porei dentro de vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei dentro de vocês o meu Espírito e farei com que andem nos meus estatutos, guardem e observem os meus juízos” Ez 36:26,27. Não há nada que possamos fazer para ser salvos, a não ser crer, ter fé, de que Deus realiza todas essas coisas em nós.  

Todo esse processo se concluiu com o selamento. Nos descrentes e apostatados, se conclui com a marca da besta. Por isso o Apocalipse tem um personagem Central – Jesus Cristo. A revelação ali mostra Jesus como um Cordeiro que foi morto (Ap 5:6,8). O nome Cordeiro aparece 31 vezes em todo o livro. O Cordeiro, ou Jesus, é visto recebendo adoração dos seres celestiais; é louvado pelos anjos como digno; o Cordeiro é visto no trono; também é visto em pé no monte Sião; e um hino é feito para anunciar Seus feitos – o hino do Cordeiro.

666 – O NÚMERO DA BESTA

O Apocalipse indica haverá um número a ser recebido pelos adoradores da Besta – “o número da besta, pois é número de ser humano. E esse número é seiscentos e sessenta e seis”; capítulo 13, verso 18.

Para entendermos esse número apocalíptico precisamos entender a numerologia que existe no livro da Revalção.

O número 7 é usado extensivamente no Apocalipse, indicando ser o número que identifica a Deus e seus seguidores. O número 7 aparece 55 vezes no Apocalipse. As profecias estão agrupadas em séries de sete – sete estrelas, sete anjos, sete cartas, sete igrejas, sete selos, sete trombetas, sete taças, sete pragas etc.

O uso do número 7 está relacionado com a semana da criação e com o Criador. O Apocalipse aponta para o Criador com o uso da imagística do número 7.

Já o número 6 aponta para o ser humano. A própria Revelação indica – “é número de ser humano” Ap 13:18. Mas o número da besta vem com o número 6 triplicado – 666. E é dito que isso consiste em “a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”; Ap 13:17. Essas três coisas parecem ser sinônimas, ou a mesma coisa – marca, nome da besta ou o número do seu nome” que é o dígito 666.

MARCA

Assim como Deus tem o seu sinal, a besta tem a sua marca. Deus diz através do profeta Ezequiel – “dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica”; Ez 20:12. “Santifiquem os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vocês, para que saibam que eu sou o Senhor , seu Deus’; Ez 20:20. E assim o sábado se torna um sinal de Deus para Seu povo e a santificação desse povo.

Já a besta tem sua marca. A Revelação diz – “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, (a besta) faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa”; Ap 13:16. A marcação ‘na mão’ e ‘na testa’ está relacionado com Dt 6:8, que descreve o hábito cultural-religioso que Deus havia indicado ao povo para carregar a Lei de Deus consigo; eles deveria amarrar tiras de couto na mão e na testa, e ali deveriam estar escritas as palavras da lei. Era um sinal de obediência do povo, a Aliança de Deus, prescrita em Sua Lei.

A marca da besta se constituiu o oposto disso – a desobediência à lei de Deus.

NOME DA BESTA

A Revelação indica que o “número do seu nome” esta no número 666. Isso pode se relacionar ao idioma do latim, onde os números representam letras. O latim era o idioma do império romano e também da igreja romana. No latim, um dos títulos do Papa é ‘Vicarius Filli Dei’, onde as letras desse título, se forem vertido para os números correlatos, somam 666.

NÚMERO DO SEU NOME

O 666 assim é um número que indica o nome ou identidade da besta – o papado – que pretende ser o substituto de Deus na terra. Nos documentos oficiais da ICAR se tem registrado – “O papa é tão honrado e tão exaltado que não é um mero homem, mas é como se fosse Deus na Terra” (Lucius Ferraris, “Papa”, artigo 2 em Prompta Bibliotheca [1763], v. 6, p. 25-29).

 

O Papa Leão XIII declarou: “Nós [os papas] assumimos na Terra o lugar do Deus Todo-Poderoso” (The Great Encyclical Letters of Pope Leo XIII [Nova York: Benziger, 1903], p. 193).

A marca da besta, é o domingo; e o sinal de Deus é o sábado. A experiência de adoração no sábado leva a santificação do povo de Deus (que é a benção do sábado- Gn 2:2). A santificação é o processo de levar os humanos à imagem e semelhança de Deus novamente. E a experiência de adorar no domingo, é uma adoração  ao Dragão, a besta, e ao sol. E levam as nações a se assemelhar a Satanás em impiedade.

O sinal de Deus (experiência de adoração no sábado e ser santificado) levará ao selamento do povo de Deus. A marca da besta (experiência de guardar o domingo) levará a também a um ‘selamento’, ou o recebimento da ‘marca’.

O selamento dos adoradores da besta, ou dos que guardam o domingo, se dará quando receberem “o número do seu nome”, o 666.

Esse digito tríplice tem haver com a falsa trindade - o dragão, a besta e o falso profeta (Ap 16:13). Está relacionado também com os “três espíritos imundos” (Ap 16:13up).

O 666 assim representa a falsa trindade - Satanás, o papa e o falso profeta.

Quem admitir adoração a esses sistemas religiosos falsos, será selado por eles (recebera a imagem de satanás) ou recebera o número 666.

Então receber o número 666 é uma experiência espiritual de adoração a Satanás, ao papa ou falso profeta. E não adorar a Deus. O Apocalipse afirma – “adoraram o Dragão porque deu a sua autoridade à besta” Ap 13:4.

Essa adoração ao Dragão ou a besta acontece através da santificação do domingo. O primeiro dia da semana foi separado por Constantino, o imperador romano do 4º século; e foi perpetuado pelos bispos e papas da igreja romana.

Respondendo de uma forma resumida e rápida – o que é o número 666?

É a experiência religiosa de adoração a Satanás, a besta e o Falso Profeta, através do domingo, o falso dia de adoração.

Leia também - Quem é a Besta?

Leia também - A segunda Besta

Leia também - O Falso Profeta

INTOLERÂNCIA POLÍTICA

 

O Apocalipse revela que haverá uma intolerância política  dentro quadro dos eventos finais.

Será essa intolerância, essa cultura do cancelamento, o ódio e aversão pela opinião (escolhas religiosas) da outra pessoa, serão marcas dos eventos do fim.

Essa intolerância irá determinar até mesmo a morte de muitos cristãos – “fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta... ” Apocalipse 13:15.

Só que o Apocalipse afirma que essa intolerância violenta se dará na área da fé e da religião. A expressão textual ‘adoração’, indica que o grande conflito progredirá da área política para a área religiosa.

Como pode ser isso?

O palco da intolerância já está armado. O quadro de ódio social vêm desde 2001 com os eventos terroristas e que deflagrou o ódio contra os muçulmanos.

A pandemia também deflagrou o ódio contra asiáticos. “Uma pesquisa do HateLab da Universidade de Cardiff já havia encontrado uma ligação entre o ódio on-line anti-negro e anti-muçulmano e o ódio que ocorre nas ruas. A Ciência do Ódio documenta como o ódio anti-asiático nas ruas nas primeiras semanas da pandemia aumentou significativamente, de acordo com o ódio online. Em apenas seis semanas da pandemia, mais de 1.700 incidentes de ódio direcionados a asiáticos-americanos em quarenta e cinco estados foram registrados pela San Francisco State University. A maioria das vítimas foi assediada verbalmente na rua, com outras sofrendo agressões físicas e sendo agredidas online.” A ciência do ódio; Faber & Faber; 25/03/21.

E a política trouxe antigas rivalidades e o ódio novamente ao cenário social. Essa intransigência em não respeitar e não admitir a opinião do outro, se dimensionou com as disputas políticas na América principalmente, e os valores fundamentais da família, amizade e humanidade, foram abalados profundamente.

Por posições políticas famílias foram divididas, amizades desfeitas e o ódio se instalou na sociedade. Jesus previu isso dentro do contexto do evangelho – “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por causa do meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo. Quando, porém, perseguirem vocês numa cidade, fujam para outra. Porque em verdade lhes digo que não terão percorrido as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” Mateus 10:21-23.

Essas palavras de Jesus foram ditas aos primeiros discípulos e aos apóstolos que iriam enfrentar forte perseguição e martírio no primeiro século.

Mas expressões como – “perseverar até o fim” v22; “até que venha o Filho do Homem” v23up – indicam que as orientações do Mestre também eram para a geração do Tempo do Fim, pouco antes da Parousia (aparecimento de Cristo).

Os que são intolerantes hoje no cenário político, estão se preparando para a intolerância que a Besta e o Falso Profeta instalarão no planeta (Ap 16:13).

E os que são tolerantes, procuram a paz, a verdade e a justiça, estão se preparando para o arrebatamento que Cristo fará na Sua Segunda Vinda (Mt 24:31).

Essa paz, verdade e justiça tem de serem vistas em todas as áreas da vida cristã. Nas sua ação social, escolhas políticas, atitudes espirituais etc.

Ou você está se preparando para ser arrebatado em santidade, ou está se preparando para ser enganado e envolvido no grande conflito que a Besta e o Falso Profeta armarão nos eventos finais.

Ódio, intolerância, difamação, maledicência, agitação social, polarização e discussões – estão preparando as pessoas do mundo para o cenário final onde haverá sanções econômicas, segregação (marca da besta) e um decreto de morte.

Esse cenário já é visto em parte nas motivações políticas de alguns países. As pessoas são segregadas de acordo com sua preferência partidária, são impostas restrições, uns sobre os outros, e já vemos pessoas sendo mortas por discordarem politicamente.

A situação vai se dimensionar tanto, e as coisas se tornarão tão graves, que irão se tornar globais – “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa” Apocalipse 13:16. 

Esse cenário de intolerância já ocorreu no século 20 (1939-1945), quando judeus foram marcados com uma estrela, inicialmente em suas roupas, e depois marcados com números tatuados em seus braços, sendo levados aos campos de concentração e mortos – essa mesma intolerância irá se levantar novamente.  

Só serão arrastados por essa intolerância, os que se deixam levar pela cultura do cancelamento e do ódio que as disputas políticas instalaram.

Militância política hoje é sinônimo desse ódio e da cultura do cancelamento. O livro Conselhos para a Igreja afirma – “Cristãos não devem gastar seu tempo a falar de política e agir em favor dela; pois assim fazendo, dão oportunidade ao inimigo de penetrar e causar desinteligências e discórdias. [...]  Os filhos de Deus têm de se separar da política [...] Não tomem parte em lutas políticas. Separem-se do mundo, refreie a você quanto a introduzir na igreja ou escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas". CI 324.6

Hoje mesmo você pode estar se preparando para a Segunda Vinda, ou se preparando para ser um dos intolerantes que estarão envolvidos na perseguição e decreto de morte dos seus irmãos.

Qual será seu destino?

Leia também As Origens da Filosofia Política Partidária da Esquerda

1844 - O EPICENTRO DOS EVENTOS FINAIS

 

Há uma profecia que envolve tempo na Bíblia e ela se torna o epicentro de muitos eventos dos ‘últimos dias’ e dos ‘eventos finais’.

A profecia de Daniel 8:14 é uma revelação que envolve tempo e nos leva ao ano escatológico de 1844 (explicação no final do post).

De 1844, no século 19, eclodem todos os importantes eventos espiritualistas, científicos, políticos, e dezenas de outros que formam o cenário atual que vivemos.

É como se essa data fosse o epicentro de uma série de eventos no céu e na terra; da parte de Deus e da parte de Satanás, para o grande evento da Segunda Vinda.

Satanás desencadeia uma serie de eventos para atrapalhar o ‘tempo do fim’ na conclusão do juízo na vida dos humanos. Esses eventos são para frustrar os propósitos de salvação dos crentes, missão da igreja e preparação para a crise final.

Por exemplo, pouco antes de 1844 surgem as bestas descritas no Apocalipse, ou nações protagonistas do cenário político do tempo do fim:


Pouco antes de 1844 também surgem filosofias partidárias que iriam combater contra a igreja, a família e o casamento:


Os conceitos de capitalismo e comunismo surgem dentro desse período:

Nesse tempo também surge a teoria da evolução, na pessoa e obra de Charles Darwin:

O século 19 foi um caldeirão para o surgimento de vários falsos profetas como Jesus havia predito (Mt 24:24):

Entendendo a profecia - "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado” Daniel 8:14. E esse dígito temporal é o ponto de partida para os seguintes grandes eventos:

1)      A vinda do Messias

2)      A entrada do Messias no Santuário Celestial

3)      O início do juízo

As “2300 tardes e manhãs” é um período de tempo de 2300 anos. Na Bíblia “tarde e manhã” significa ‘dia’ (Gn1:5) e em profecia, ‘dias’ são ‘anos’ – “cada dia representando um ano” Nm14:34; aqui essa frase se aplica a uma profecia Divina, ao castigo de 40 anos do povo em permanecer ao deserto; eles haviam observado a Terra Prometida durante 40 dias, rejeitaram a terra, e Deus os castigou com 40 anos. Outro texto que possui essa expressão – “cada dia por um ano” Ez4:7 – é a profecia anunciada por Deus ao povo que iria sofrer um cerco de 40 anos em Jerusalém.

Os 2300 anos tem o seu início em 457 aC. O anjo explica isso a Daniel, no capítulo seguinte a essa profecia (9:25) – “Saiba e entenda isto: desde que foi dada a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” Daniel 9:25. O anjo elucida a Daniel, dizendo que os 2300 anos começariam com as “setenta semanas... até a vinda do Ungido” Daniel 9:24,25.

‘Setenta semanas’, seguindo o principio “dia-ano”, se referem a 490 anos iniciais desse período do 2300 anos.

Mas o ano 457 aC também é o início dos 2300 anos, nos levando até o século 19, no ano de 1844. Nesse ano “o santuário se(ria) purificado” Dn 8:14. Ou o Santuário Celestial que Jesus entrou (Hb 8:1,2) ali se iniciaria o juízo, onde “foi instalada a sessão do tribunal e foram abertos os livros" Daniel 7:10. As profecias de Daniel descrevem esses eventos.

 Assim o ano de 1844 se torna um epicentro de eventos finais que nos ajudam a entender muitos dos fenômenos que ocorrem em nossos dias.

Seja a falsa ciência, os movimentos culturais ou filosofias políticas, esses eventos surgem para desviar a atenção e desencaminhar as pessoas na terra.

Por isso o Apocalipse diz – “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês, cheio de fúria, sabendo que pouco tempo lhe resta" Ap12:12.

E o tempo pós 1844 é um tempo regressivo para a Segunda Vinda e o Juízo Final.

E já se passaram 178 anos do início do Tempo do Fim, e muitos eventos preditos já aconteceram; muitos sinais se cumpriram (Mt 24:5-14).

Pouco tempo nos resta.

O GENOCIDA NABUCODONOZOR

 

O primeiro imperador do mundo, Nabucodonozor, conquistou as nações da antiguidade como um leão selvagem e com uma voracidade de uma águia. Era assim que os babilônios retratavam a sua nação, como leões alados, para representar sua força e agilidade.

Nessas conquistas sobre o mundo antigo, Nabucodonozor foi impiedoso e matou aos milhares, inclusive o povo de Deus, os judeus no 6º século antes de Cristo. Os judeus que não morreram, foram feitos de escravos e levados a Babilônia, 500 km distante da Palestina, para trabalhos forçados. Jovens de boa aparência foram castrados e feitos eunucos dentro do palácio do rei.

Genocida, é a melhor palavra que define o Nabucodonozor, imperador de todo o planeta na antiguidade. Mas Yahweh o chamava de forma diferente; o profeta Jeremias relatou como Deus se referenciou a esse imperador de todas as nações, dizendo – “eu entreguei todas estas terras nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo. Até os animais selvagens eu entreguei a ele, para que o sirvam” Jeremias 27:6.

Você notou que Yahweh chama Nabucodonozor de “meu servo”? Isso porque Yahweh é o Deus Eterno que “remove reis e estabelece reis” Daniel 2:21.

Sim; Yahweh havia colocado Nabucodonozor como primeiro de todos os imperadores. E esse rei cumpria os propósitos de Deus, que era punir as nações por seus pecados, incluindo os judeus. Deus castigou os judeus por sua apostasia, e o rei caldeu foi apenas a espada de Deus para executar Seu juízo.

O genocídio que nós enxergamos, era um juízo, como será o juízo final, onde bilhões de pessoas sofrerão a morte eterna, porque não creram.

Yahweh também colocou outro imperador, no segundo império mundial, que seguiu a Babilônia. O profeta Isaías fala de Ciro, 150 anos desse persa ter nascido. E Deus se refere a ele dizendo na profecia – “Eu digo a respeito de Ciro: ‘Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me agrada” Isaías 44:28. E ainda afirma sobre esse rei – “Ciro, a quem tomo pela mão direita, para submeter as nações diante dele, para desarmar os reis, e para abrir diante dele os portões, que não se fecharão” Isaías 45:1.

O profeta Daniel foi categórico em dizer que Yahweh “remove reis e estabelece reis” Daniel 2:21. E não é diferente hoje.

Deus coloca os atuais governantes para cumprir seus propósitos. Alguns governantes Deus coloca para punir a nação; outros Deus coloca, para livrar as nações.

De acordo com a maldade e apostasia do povo, Deus levanta algum genocida, ou algum mercenário para castigar esse mesmo povo.

Mas se o povo se arrepender, se voltar para as coisas espirituais, Deus pode levantar um governante que esteja de acordo com Sua vontade.

Cada povo tem o governante que merece.

Se o povo é corrupto, irá eleger um corrupto, e sofrerá com as consequências da corrupção.

Esse é o princípio bíblico de Galátas 6:7 – “Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” Gálatas 6:7,8.

Podemos dizer que o voto de cada pessoa é uma semente para depois colhermos ou castigo ou benção.

Nabucodonozor ou Ciro não foram escolhidos por um sistema político democrático. Eles conquistaram pela força e pela espada as nações antigas. Mas conquistaram porque Yahweh os permitiu, e os usou como quis.

E hoje? Como entender o sistema que coloca governantes no poder? Como saber qual o melhor candidato? O sistema democrático não coloca nas mãos do povo a eleição do governante? Não. 

Deus continua soberano porque o povo elege aquilo que eles mesmos merecem. Se o povo for corrupto, sofrerão as consequências da corrupção. Se o povo for apóstata, sofrerão as consequências da apostasia.

Não há como fugir da soberania Divina.

Mas há como sermos lúcidos e entendermos os tempos que vivemos, e nos conduzirmos pelo ‘scripit’ da profecia. E a profecia traça um perfil político que deve existir em nossos dias. (Leia O Cenário Político do Fim )

É para isso que a profecia existe – “há um Deus no céu, que revela os mistérios... fez saber... o que vai acontecer nos últimos dias” Daniel 2:28.

“Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” Apocalipse 1:3.

O seu voto deve ser consoante com a profecia bíblica, e não de acordo com a propaganda de uma era da pós-verdade. (Leia A Era da Pós Verdade   )

E a profecia descreve o quadro político nos eventos finais. (Leia A Filosofia Política partidária  ).

 

O CENÁRIO POLÍTICO-RELIGIOSO DO FIM

                                     
O Apocalipse oferece um cenário político religioso do fim:

“E lhe foi concedido poder para dar vida à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta.

A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa,

para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” Apocalipse 13:15-17

Esse capítulo é uma profecia sobre as duas bestas (animais) representando dois reinos que irão protagonizar o cenário do fim do mundo.

A besta do mar (13:1) representa o Papado, como um reino religioso; e a besta da terra (13:11) representa os EUA. Essa profecia descreve uma relação entre esses dois poderes e aponta para um momento na história final em que EUA e Vaticano se unirão para formar a “imagem da besta” ou a antiga forma de governo do papado medieval, que governou a Europa por 1260 anos através de um estado religioso.

O estado laico (política separada da religião) foi um ideal dos peregrinos norte-americanos que fugiam da Europa por perseguição religiosa. Eles fundaram uma nação, a América ou EUA, com esse fundamento em sua constituição – da liberdade religiosa e do estado laico.

Mas a profecia de Apocalipse 13 nos ajuda a entender que haverá um estado religioso no tempo do fim:

v15 – “imagem da besta” – a segunda besta (EUA) irá fazer retornar o reinado medieval do papado, através da restauração de um estado religioso. Esse é o viés da política de extrema direita que surgiu na era Trump e influencia países como o Brasil.

v15up – “fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta” – assim como na idade média o papado perseguiu e matou cristãos dissidentes, a profecia descreve que o estado religioso irá novamente estar no cenário mundial, através de um decreto de morte.

v17 – “para que ninguém possa comprar ou vender” – essa sanção econômica está descrita dentro de um contexto religioso. O Apocalipse apresenta uma razão para essa sanção – a adoração. O estado religioso que vigorará, imporá essa sanção econômica porque “pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos” (v16) se recusam receber uma marca espiritual, e se recusam oferecer adoração ao papado.

O contexto de uma história futura é regido por um estado religioso. A laicidade das nações não existirá mais e o direito de liberdade religiosa será negado.

A tendência política é de uma direita política, evoluindo para uma extrema direita que reaviva a cultura religiosa e por fim uma ultra-direita que elabora sanções econômicas e decretos de morte como houveram na idade média.

O Apocalipse encerra suas profecias declarando – "Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer. Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” 22:6,7.


Leia também: Filosofia da Política de Direita

                        Filosofia da Política de Esquerda

ORIGEM DA FILOSOFIA POLÍTICA PARTIDÁRIA DA DIREITA

coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III (800 dC)

Os termos ‘direita e esquerda’ surgiram no contexto histórico da Revolução Francesa, que foi um dos acontecimentos mais impactantes da história. Parte desse evento ganha destaque no Apocalipse (11:7-14) onde a França é retratada no símbolo da ‘besta do abismo’ (v7). E a profecia destaca como essa nação perseguiu a Palavra de Deus (duas testemunhas – AT e NT) causando a quase extinção delas nesse país.

Foi a partir da Revolução Francesa que novos modelos políticos, sociais e culturais surgiram na Europa, “enterrando” o Antigo Regime absolutista e espalhando-se para outros continentes.

A estrutura do Antigo Regime era composta por três Estados: a nobreza (primeiro), o clero (segundo) e a burguesia (terceiro), que se dividia entre alta e baixa burguesia e incluía também os trabalhadores urbanos e os camponeses. (Fonte: UOL)

A Revolução Francesa estourou, em 1789, por causa da busca de legitimidade e representatividade política por parte do Terceiro Estado. Os membros do Terceiro Estado reuniram-se em Assembleia Constituinte para redefinir os rumos da França, levando em conta o protagonismo da burguesia. No salão em que a Assembleia reuniu-se, dois grupos principais debatiam.

Os aristocratas (girondinos) eram conservadores, pois defendiam os privilégios da igreja, o sistema de classes que existia no antigo regime e os benefícios da aristocracia. Na opinião deles, grandes mudanças já haviam acontecido no país e não eram mais necessárias – essa era a posição política de direita da época.

Os burgueses (jacobinos), que na época pagavam a conta dos privilégios da aristocracia e da igreja, sentavam do lado esquerdo e defendiam o republicanismo, secularismo e o livre mercado. Para eles, grandes mudanças ainda estavam por vir e eles queriam fazê-las acontecer. (Fonte: Colab.re)

A UNIÃO DA RELIGIÃO E A POLÍTICA

O movimento de direita na frança era composto pelo segmento do clero, ou da religião instituída (catolicismo) e que havia instituído a monarquia.

O catolicismo na Europa desde o sexto século herdou o poder político do antigo império romano ocidental. Com a queda do império ocidental (508dC) os líderes religiosos das antigas cidades do império, subiram ao poder como a única autoridade moral e de liderança.

As decisões políticas passaram a ser demandadas pelos sacerdotes e principalmente pelo papa. Aqui ocorre a união entre a Igreja e o Estado, e o crescimento da autoridade política do bispo de Roma.

Essa união (igreja e estado) já havia se iniciado com a conversão do imperador romano Constantino, e foi o ponto crucial que permitiu que o Cristianismo se tornasse a religião oficial do Império Romano. O livro do filósofo cristão Agostinho, ‘A Cidade de Deus’, proveu o ideal filosófico que inspirou o papado a construir um poder temporal para conquistar o mundo. E por fim a conversão do rei Clóvis I (508 dC) abriu as portas para a unificação político-eclesiástica que era necessária para apoiar as pretensões católico-romanas durante a Idade Média. A guerra de Clóvis e a vitória final sobre os visigodos arianos, em 508, representa um passo extremamente importante em prover um exército efetivo para a Igreja Católica Romana punir os assim chamados “hereges”.

 Portanto, o que ocorreu em 508 pode ser considerado um dos passos mais significativos no processo de consolidação das pretensões temporais da Igreja Católica Romana, que atingiu sua culminância nas fortes perseguições da Idade Média. Mas foi somente em 538 que a cidade de Roma acabou sendo libertada do domínio de um “herético” reino ariano, e a Igreja Romana foi capaz de desenvolver mais efetivamente sua supremacia eclesiástica. (Fonte: Centro White)

As perseguições e morte dos ‘hereges’, são as marcas desse poder político-religioso.

A monarquia assim reinou na Europa por quase 13 séculos apoiada pelos papas e sacramentada pela religião cristã-romana.

É importante entender que a religião cristã-romana, não é a mesma religião de Cristo. A igreja romana é paganizada, e governava por interesses políticos e temporais apenas.

A DIREITA RELIGIOSA

Sendo assim, no século 18, quando a Revolução francesa acontece, esse evento é uma reação a essa religião politizada (pagã) dos antigos romanos.

E hoje a direita, a extrema direita e a ultra direita, tem esse viés religioso.

No próprio Brasil, em nossos dias, o protestantismo, os evangélicos e pentecostais, se utilizam do braço político para garantir seus direitos, devido a essa herança que o papado deixou.

A indevida relação de igreja e estado, vêm dessa herança católica, ou do papado medieval. Foi a liberdade religiosa dos cristãos protestantes que vieram a América no século 15, que conquistaram os valores democráticos e republicanos.

Mas essa mesma liberdade religiosa é ameaçada pela direita democrática hoje, que tenta impor a religião através da política.

Religião não se impõem. E todos tem o direito de exercer a religião que bem desejarem; mesmo não exercer religião alguma, ou até descrer em Deus. Esse é o fundamento da liberdade religiosa.

E os atuais cristãos, protestantes, evangélicos e pentecostais, não admitem que religiões africanas, animistas, orientais e místicas, venham a se estabelecer. Mas esse é um direito inalienável.

O CENÁRIO DO FIM

Apocalipse 13 oferece uma previsão profética do cenário do fim, onde o poder político (besta da terra) e o poder religioso (besta do mar) se unem para imposições e sanções.

As três imposições descritas ali (13:15-17) só são possíveis por ação política e de fundo religioso:

1.       Decreto de morte

2.       Marca

3.       Não comprar, não vender

O cenário final da história desse mundo é de uma política-religiosa de extrema-direita. Onde os governantes por motivação religiosa impõem decretos e sanções.

CONCLUSÃO

Embora a política de direita cometa o erro de unir a politica e a religião, ela ainda preserva os valores da moral, família e decência. Por outro lado, a política de esquerda quer eliminar a religião e os valores familiares, impondo uma cultura de imoralidade e indecência.

Isso nos evidencia apenas que não será a política que irá salvar nosso mundo. Os humanos já possuem um Salvador, e Ele já tem um plano para restaurar o planeta.


Leia também: Cenário Político-Religioso do Fim

Para entender melhor, leia: Filosofia da Política de Esquerda