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A POSSE ESCATOLÓGICA DE TRUMP

 

A posse de Donald Trump foi marcada por situações que cumprem as profecias. 

Trump, Melania, o vice-presidente J.D. Vance e sua esposa Usha participaram de uma cerimônia religiosa na Igreja Episcopal de St. John, antes da cerimônia oficial dentro do Capitólio. Depois disso seguiram para o local da cerimônia de posse.

A cerimônia de posse teve uma forte inclinação espiritual. Foram 9 participações de líderes religiosos, com orações, bençãos e pronunciamentos. Havia um bispo católico, um rabino e diversos pastores. Donald Trump convocou uma escalação maior e mais diversa de clérigos do que o normal para orar por sua posse. Isso indica o tom ecumenista dessa cerimônia.

O grupo de líderes religiosos — maior do que qualquer presidente desde Ronald Reagan — reflete sua política, pragmatismo e personalidade. Inclui os líderes evangélicos Franklin Graham e Samuel Rodriguez, bem como a conselheira espiritual Paula White, a televangelista da Flórida creditada por sua suposta conversão cristã recente, e um pregador da prosperidade de Detroit, Wayne T. Jackson. "Juntos, [Graham e White] incorporaram a adoção de Trump das ideologias gêmeas do nacionalismo cristão e do cristianismo capitalista", disse Kevin Kruse, professor de história na Universidade de Princeton. (Christianity Today)

O arcebispo católico de Nova York, dom Timothy cardeal Dolan, fez a oração de abertura, repetindo sua participação da posse de 2017.  Embora seja protestante, vemos aqui a aproximação e privilégio que a igreja católica tem com Trump.

O evangelista Franklin Graham, batista, filho do grande evangelista Billy Graham, também esteve presente, destacando a importância da fé e afirmando que "a América não pode jamais ser grandiosa novamente se virar suas costas ao Senhor". O reverendo Lorenzo Sewell, um líder não denominacional de Michigan, conduziu a bênção inaugural, fazendo referência ao discurso "Eu Tenho um Sonho" de Martin Luther King Jr. e enfatizando liberdade e unidade em sua oração. Esses líderes religiosos desempenharam papéis significativos na cerimônia, refletindo a diversidade de tradições religiosas presentes nos Estados Unidos. (BBC)

Foi uma cerimônia marcada por menções a Deus. No seu discurso Trump disse – “A Bíblia nos diz "quão bom e agradável é quando o povo de Deus vive junto em unidade". (...) Quando a América está unida, a América é totalmente invencível. Não deve haver medo - estamos protegidos e sempre estaremos protegidos. Seremos protegidos pelos grandes homens e mulheres de nossas forças armadas e da aplicação da lei. E mais importante, sempre seremos protegidos por Deus”.

Trump em seu juramento usou a mesma Bíblia que Abraham Lincoln utilizou na posse de 1861, além de uma Bíblia pessoal. Todas esses elementos religiosos e espirituais, apontam para uma administração religiosa, não laica. Esse é o quadro que Apocalipse revela ser a administração no tempo em que o capítulo 13 se cumpre, onde a política e a religião estão unidas novamente.

União das Igrejas

Trump unificou as denominações e religiões em sua posse. Seguiu a projeção profética de que as religiões e denominações cristãs seguem para uma unificação, ou união de todas as religiões. Especialmente as denominações cristãs, se unificarão. Uma citação de Ellen White sobre a união das igrejas pode ser encontrada no livro O Grande Conflito – "Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, unindo-se sobre pontos de doutrina que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha os seus decretos e os sustente por meio de instituições, protestantes e católicos darão um passo rumo à formação de uma imagem da besta." (O Grande Conflito, capítulo 35, "Ameaças à Liberdade", edição padrão).

Vaticano e Donald Trump

Embora Trump privilegiasse a igreja católica em sua posse, Bergólio (Papa Francisco) afirmou que os planos de Donald Trump para deportar migrantes ilegais dos EUA seriam uma "vergonha" se se concretizassem. Em entrevista a um programa de TV italiano, transmitido de sua residência no Vaticano, Bergólio disse que, caso os planos avançassem, Trump faria "miseráveis que não têm nada pagarem a conta". "Isso não está certo. Não é assim que se resolvem os problemas", afirmou.

Em uma mensagem a Trump, compartilhada na segunda-feira, Bergólio ofereceu-lhe "saudações cordiais" e o incentivou a liderar uma sociedade com "não há espaço para ódio, discriminação ou exclusão", promovendo "paz e reconciliação entre os povos". Bergólio é conhecido por considerar a questão dos migrantes de grande importância. Durante uma audiência pública em agosto, ele disse que "trabalhar sistematicamente por todos os meios para afastar migrantes" é "um grave pecado". (BBC)

Trump e Bergólio não parecem estar em sintonia em muitas pautas. Mas a relação de Casa Branca e Vaticano é histórica, e não necessariamente depende apenas de Trump. A Casa Branca, ou o governo americano representado pelo senado e os reprentantes dos estados, é que determinam essa ligação histórica-profética.

Trump e as Profecias

Os EUA e não Donald Trump são protagonistas das profecias de Apocalipse 13. A hermenêutica apocalíptica atribui aos Estados Unidos a identidade da terceira besta, ou a Besta da Terra (Ap 13:11-18).

O v11 de Apocalipse 13 descreve assim o poder político representado por essa “besta” ou nação – “Vi ainda outra besta emergir da terra. Tinha dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. Os "dois chifres como cordeiro" se aplicam historicamente aos valores de liberdade religiosa e civil que os EUA representam, e a "voz de dragão" ao potencial de opressão futura, e a apostasia dessa nação aos valores mundanos, do reino das trevas.

Outro aspecto importante dessa descrição dos vs11-18 é a sociedade que é descrita com a segunda besta (Besta do Mar) identificada como o Vaticano, o estado religioso governado pelos Papas. Essa parceria entre as ‘duas bestas’ ou duas nações é amplamante descrita em Apocalipse 13:

-v12 “exerce toda a autoridade da primeira besta” (autoridade religiosa)

-v12 “faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” (adoração direcionada – quebra do princípio de liberdade religiosa)

-v14 sinais que lhe foi permitido realizar diante da besta (sinais pentecostais)

-v14 façam uma imagem à besta (réplica do governo tirano do papado na idade média)

-v15 foi concedido poder para dar vida à imagem da besta (o papado medieval revivido)

- v15 a imagem da besta falasse (poder político devolvido ao Vaticano)

-v15 fizesse morrer todos os que não adorassem a imagem da besta (decreto de morte)

-16 com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa (marca da besta)

-v17 ninguém possa comprar ou vender (sanções econômicas)

- v17 a marca, o nome da besta ou o número do seu nome (adoração no domingo)

A relação entre Casa Branca e Vaticano não é muito evidente e direta no governo Trump, como as profecias indicam. Mas a forte ênfase na união das denominações cristãs e das religiões é uma marca do governo Trump, e da filosofia política de direita.

Presidentes norte-americanos católicos talvez preenchessem melhor esse vínculo entre Casa Branca e Vaticano. Mas só o decorrer da história pode nos trazer a intepretação das profecias para o Apocalipse. A hermenêutica bíblico-histórica é fundamental para a compreensão das profecias de Daniel e Apocalipse.

Trump e seu governo Imperialista

Os vs11-18 de Apocalipse descrevem uma “Besta da Terra” ou nação imperialista. Essa nação escatológica impõem decretos, sanções e “faz morrer todos (decreto de morte) os que não adorassem a imagem da besta (adoração imposta a força). A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos (imperailismo) faz com que lhes seja dada certa marca na mão direita ou na testa (decreto religioso) para que ninguém possa comprar ou vender (sanções econômicas), senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” vs15up-17.

O governo Trump segue a tendência da Rússia e China em dominar as outras nações. A profecia diz que os EUA serão bem sucedidos nesse imperialismo mundial, mas com a ajuda do Vaticano. As ‘propostas’ ou imposições de Trump já esboçam esse quadro:

- tomada da Groelândia

-tomada do Canal do Panamá

-intervenção na fronteira com o México

-renomeação do Golfo do México, para Golfo das Américas

-Colonização de Marte (uma nova ‘corrida espacial’)

O Trump ‘messiânico’


No seu discurso, Trump elaborou a expressão 'Dia da libertação'. Ele lembrou a tentativa de assassinato que sofreu na campanha, quando foi atingido de raspão na orelha.

"Acredito que minha vida foi salva por um motivo. Fui salvo por Deus para tornar a América grande novamente", disse.

O presidente continuou: "Vamos agir com propósito e rapidez para trazer de volta a esperança, a prosperidade, a segurança e a paz para cidadãos de todas as raças, religiões, cores e credos. Para os cidadãos americanos, 20 de janeiro de 2025 é o dia da libertação".

Essa expressão é usada normalmente para se referir a países que estavam sob ocupação de forças estrangeiras. Mas também reflete a filosofia de um governo messiânico, espiritualizado encarnando a figura apocalíptica, “parecendo cordeiro, mas falando como dragão” Ap 13:1up.

O Cordeiro no Apocalipse, se refere a Jesus “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29); que essa nação, os EUA, pretendem representar como professos cristãos, mas que na prática “falam como o Dragão” e tratam dos assuntos do “grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” Ap 12:9.

Leia também: 

As Relações da Casa Branca e o Vaticano

Os EUA Como Cordeiro

A Extrema Direita no Tempo do Fim

Hollywood e o Falso Profeta


A RELAÇÃO DE TRUMP COM O PAPA FRANCISCO

A relação entre Donald Trump e o Papa Francisco durante o mandato de Trump foi marcada por momentos de aproximação e respeito mútuo, mas também por várias tensões devido a diferenças em questões sociais e políticas, especialmente em temas de imigração e meio ambiente. Ambos representam segmentos distintos de liderança – Trump como presidente dos Estados Unidos com uma base de apoio conservadora, e o Papa Francisco como líder espiritual da Igreja Católica com uma visão socialmente progressista em temas como pobreza, acolhimento de refugiados e cuidado ambiental.

1. Encontro Pessoal e Diplomacia (2017)

   - Trump e o Papa Francisco se encontraram pessoalmente em maio de 2017 no Vaticano. Esse encontro foi respeitoso e diplomático, e ambos trocaram presentes simbólicos. Trump deu ao Papa livros de Martin Luther King Jr., enquanto o Papa presenteou Trump com uma cópia de sua encíclica Laudato Si', que trata sobre o cuidado com o meio ambiente e as mudanças climáticas.

   - A reunião durou cerca de 30 minutos e abordou questões de interesse comum, como a liberdade religiosa e a proteção dos cristãos no Oriente Médio. Porém, o presente da encíclica foi visto por muitos como um gesto sutil do Papa para expressar sua preocupação com a posição de Trump sobre o meio ambiente.

2. Tensões sobre Imigração

   - Uma das principais áreas de divergência entre Trump e o Papa Francisco foi a questão da imigração. O Papa, defensor dos direitos dos migrantes e refugiados, criticou abertamente políticas restritivas de imigração, incluindo o projeto do muro na fronteira dos EUA com o México, uma proposta central da campanha de Trump.

   - Em 2016, antes mesmo de Trump assumir a presidência, o Papa Francisco comentou sobre a construção de muros para impedir a entrada de migrantes, dizendo que "uma pessoa que pensa apenas em construir muros, onde quer que estejam, e não em construir pontes, não é cristã". Trump respondeu que era "vergonhoso" um líder religioso questionar a fé de outra pessoa, aumentando a tensão entre os dois.

3. Mudanças Climáticas e Meio Ambiente

   - Outro ponto de tensão foi a posição de Trump em relação às mudanças climáticas. Em contraste com o Papa Francisco, que considera a crise ambiental uma questão moral e defende ações urgentes para cuidar da “casa comum”, Trump retirou os EUA do Acordo de Paris em 2017 e minimizou a importância das mudanças climáticas.

   - O Papa reiterou várias vezes a necessidade de todos os países agirem juntos para proteger o meio ambiente, e sua encíclica *Laudato Si'* sublinha essa questão. A atitude de Trump foi, portanto, um ponto de discordância claro com as posições defendidas pelo Vaticano.

4. Convergências: Defesa da Vida e Liberdade Religiosa

   - Apesar das diferenças, houve também áreas de convergência. A defesa da vida foi uma delas. Trump adotou uma postura fortemente antiaborto durante seu mandato, uma posição que ressoava com a posição pró-vida do Vaticano. As políticas de Trump que restringiam o financiamento de organizações que promoviam o aborto foram vistas com bons olhos por muitos católicos conservadores.

   - Outro ponto comum foi o apoio à liberdade religiosa, especialmente em relação à proteção de cristãos perseguidos no Oriente Médio. Trump promoveu políticas para apoiar minorias religiosas em zonas de conflito, alinhando-se com os esforços do Vaticano nessa área.

5. Relação Complexa e Distante

   - Em geral, a relação entre Trump e o Papa Francisco foi distante e caracterizada por respeito formal, mas com discordâncias marcantes em questões sociais e políticas. Trump tentou manter uma diplomacia cuidadosa com o Papa e o Vaticano, enquanto o Papa Francisco continuou a fazer declarações sobre temas globais que contrastavam com as políticas de Trump.

Em resumo, Trump e o Papa Francisco tiveram uma relação complexa: Trump via no Papa uma figura de respeito, mas eles discordavam em várias questões de políticas públicas e sociais. Essa relação reflete, em muitos aspectos, as divisões ideológicas e culturais mais amplas entre setores conservadores e progressistas no cenário global.

Leia também:

A relação da Casa Branca com o Vaticano

Trump e o Vaticano

Trump e a religião

TRUMP E O VATICANO

Durante seu primeiro mandato, Donald Trump teve uma relação de aproximação moderada com o Vaticano, apesar de algumas tensões, especialmente em temas de imigração e meio ambiente. Sua administração buscou, principalmente, pontos de cooperação em questões de liberdade religiosa, direitos dos cristãos em zonas de conflito e oposição ao aborto, temas nos quais o Vaticano e o governo Trump tinham alinhamento.

Aqui estão algumas das ações e eventos de Trump em relação ao Vaticano:

1. Encontro com o Papa Francisco (2017)

   - Trump encontrou-se com o Papa Francisco em maio de 2017, numa audiência no Vaticano durante sua primeira viagem internacional. Esse encontro buscou estabelecer um diálogo e encontrar pontos comuns entre a administração dos EUA e o Vaticano.

   - Apesar de suas diferenças em várias questões, como imigração e mudanças climáticas, Trump e o Papa Francisco discutiram a promoção da paz, liberdade religiosa e a proteção das comunidades cristãs perseguidas no Oriente Médio, áreas de interesse comum.

2. Diálogo sobre Liberdade Religiosa

   - A administração de Trump tinha como uma de suas prioridades globais a promoção da liberdade religiosa, e isso foi amplamente apoiado pelo Vaticano. Trump demonstrou ao Vaticano seu compromisso com a proteção dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, especialmente em países onde esses grupos enfrentavam severa opressão e violência.

   - Em diversos eventos internacionais, o governo Trump destacou a liberdade religiosa como um direito humano fundamental, alinhando-se com o Vaticano nesse aspecto.

3. Acordo de Paz e Apoio a Minorias Religiosas

   - Durante o mandato de Trump, os EUA participaram de negociações de paz no Oriente Médio e promoveram os chamados Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e alguns países árabes. Embora o Vaticano não tenha comentado diretamente, ele vê com bons olhos acordos que busquem paz e estabilidade na região, especialmente aqueles que podem proteger minorias cristãs.

   - Trump também ampliou a ajuda financeira a organizações religiosas que trabalhavam em zonas de conflito para apoiar minorias perseguidas, algo que o Vaticano observou positivamente.

4. Alinhamento em Questões de Aborto

   - Trump adotou uma postura fortemente antiaborto, especialmente através de suas nomeações para a Suprema Corte e de políticas internas e externas que limitavam o financiamento para organizações que promoviam o aborto. Esse alinhamento em uma causa moral significativa foi visto positivamente pelo Vaticano.

   - O governo de Trump também apoiou a Declaração de Genebra, que reafirma o valor da vida desde a concepção e nega o aborto como direito humano fundamental. O Vaticano, que é firmemente contra o aborto, viu isso como um ponto de convergência com os EUA.

5. Relação com Embaixador dos EUA no Vaticano

   - Trump nomeou Callista Gingrich como embaixadora dos EUA no Vaticano em 2017. Gingrich é católica e, junto com seu marido, o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, compartilha valores conservadores. Sua nomeação foi bem recebida por muitos no Vaticano e representou um canal de diálogo entre os dois estados, enfatizando os pontos de convergência entre a administração de Trump e a Igreja.

6. Apoio a Valores Conservadores

   - Em várias ocasiões, Trump destacou a importância dos valores cristãos na sociedade americana, buscando reforçar a moralidade conservadora e o papel das igrejas. Esses valores, como a defesa da vida e da liberdade religiosa, têm relevância para o Vaticano e ajudaram a fortalecer os laços em meio às diferenças.

Tópicos de Divergência

   - Imigração: O Papa Francisco, ao longo de seu pontificado, fez várias críticas a políticas restritivas de imigração. A postura de Trump de restringir a imigração e de separar famílias na fronteira foi uma área de atrito.

   - Meio Ambiente: O Vaticano, especialmente o Papa Francisco, defende a urgência de agir contra as mudanças climáticas, enquanto Trump retirou os EUA do Acordo de Paris e minimizou a questão ambiental. Essa divergência foi significativa, uma vez que o Vaticano considera a crise ambiental uma questão moral.

Em resumo, a aproximação entre Trump e o Vaticano focou-se principalmente em temas de liberdade religiosa e proteção de valores cristãos. Enquanto existiam áreas de convergência, como a defesa da vida e a liberdade religiosa, havia também diferenças marcantes em imigração e meio ambiente.

Conclusão

Não sabemos se a união de EUA e o Vaticano, prevista em Ap 13 vs12-15, se dará através dos Republicanos, partido de Trump, ou através dos Democratas, partido de Biden.

Os Republicanos, com uma política de direita, conservadorismo e religião protestante, parecem mais adequados ao quadro futuro de decretos dominicais e de morte, aos que não adorarem ao sistema religioso romano.

Por outro lado, os Democratas são liberais, apoiam pautas LGBTQ+, aborto etc que divergem da doutrina do Vaticano. E impor decretos sobre domingo e de morte, não fecham com o perfil Democrata dos Norte-Americanos.

Só o tempo poderá nos dizer como esse quadro profético se concluirá na política Americana.

Uma coisa é certa - a agenda de Deus, a profecia, irá se cumprir exatamente como está no Apocalipse.

Leia também:

O Novo Papa e Trump

A Igreja Católica e a Política dos EUA

Os Sete Últimos Papas

TRUMP E A RELIGIÃO

Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Donald Trump tomou diversas ações que agradaram a grupos religiosos, especialmente os evangélicos e católicos conservadores, que formam uma grande parte de sua base de apoio. Suas ações tinham como foco principal questões de liberdade religiosa, proteção de valores conservadores e apoio a Israel. Abaixo estão algumas das principais ações religiosas de Trump nesse período:

 1. Nomeações para a Suprema Corte

   - Trump indicou três juízes conservadores à Suprema Corte dos Estados Unidos: **Neil Gorsuch**, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett. Essas nomeações visavam reforçar a presença de juízes favoráveis a causas conservadoras, como restrições ao aborto e defesa da liberdade religiosa.

   - Com essas nomeações, a Suprema Corte passou a ter uma maioria conservadora (6-3), influenciando decisões sobre liberdade religiosa e outros temas importantes para a comunidade religiosa conservadora.

2. Liberdade Religiosa

   - Trump assinou várias ordens executivas para promover a liberdade religiosa. Em 2017, ele assinou a Ordem Executiva de Liberdade Religiosa, que buscava garantir que o governo não interferisse nas práticas religiosas.

   - Ele também criou a Iniciativa de Fé e Oportunidade (Faith and Opportunity Initiative) para facilitar o trabalho de organizações religiosas junto ao governo.

   - Sob seu governo, o Departamento de Justiça emitiu diretrizes reforçando a proteção de práticas e crenças religiosas, e houve uma série de medidas para permitir que indivíduos e organizações religiosas não fossem obrigados a atuar em desacordo com suas crenças, especialmente em questões como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo.

3. Apoio a Israel

   - Trump tomou ações que tiveram grande impacto para os cristãos sionistas e judeus conservadores, entre elas:

     - Reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel em 2017 e transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém em 2018.

     - Reconhecimento das Colinas de Golã como território israelense, algo visto por muitos evangélicos como um cumprimento profético.

   - Esses atos fortaleceram os laços entre os EUA e Israel e foram aplaudidos por muitos grupos religiosos, especialmente evangélicos, que veem a aliança com Israel como parte de sua fé.

4. Restrição ao Aborto

   - Trump tomou medidas para limitar o aborto em nível federal e estadual. Ele restabeleceu e expandiu a Política da Cidade do México (também chamada de "Global Gag Rule"), que proíbe o uso de fundos federais para organizações que promovem o aborto no exterior.

   - Seu governo apoiou o direito de estados a imporem restrições mais rígidas ao aborto e defendeu organizações religiosas que se opõem ao aborto. Ele também participou de eventos antiaborto, como a Marcha pela Vida em 2020, tornando-se o primeiro presidente dos EUA a fazer isso pessoalmente.

5. Direitos LGBTQ+ e Religião

   - Trump tomou medidas que, segundo ele, defendiam a liberdade religiosa, mas que também impactaram os direitos LGBTQ+. Sob sua administração, instituições religiosas receberam mais liberdade para recusar serviços ou benefícios a pessoas LGBTQ+ com base em crenças religiosas, o que gerou controvérsia e críticas de grupos de direitos civis.

   - Por exemplo, o governo emitiu uma regulamentação permitindo que agências de adoção e abrigos de emergência que recebiam fundos federais recusassem atendimento a casais do mesmo sexo, citando motivos religiosos.

6. Política de Refugiados e Imigração

   - A política de imigração de Trump, incluindo restrições a refugiados, dividiu opiniões na comunidade religiosa. Muitas organizações cristãs e católicas apoiavam a acolhida de refugiados, mas a administração Trump reduziu drasticamente o número de refugiados permitidos nos EUA, o que afetou também grupos religiosos perseguidos em outros países.

7. Atos Simbólicos

   - Trump fez gestos públicos que agradaram grupos religiosos, como a foto com uma Bíblia em frente à igreja de St. John em Washington, D.C., após protestos em 2020. Ele também promoveu eventos de oração na Casa Branca e tinha conselheiros religiosos influentes, especialmente do meio evangélico.

Essas ações de Trump em favor de causas religiosas e de liberdade religiosa solidificaram seu apoio entre eleitores religiosos conservadores. Suas decisões moldaram questões importantes para esses grupos e influenciaram políticas dos EUA no cenário interno e internacional.

ELEIÇÕES NORTE AMERICANAS

Os EUA tem um protagonismo nas profecias do Apocalipse, pois são representados pela ‘Besta da Terra’ (Ap 13:11). Na imagística bíblica uma ‘besta’ ou ‘animal’ significa ‘reino’ (Dn 7:17, 23) ou nação.

A interpretação protestante é na sua maioria indicativa de que os EUA é a terceira besta descrita na seção escatológica do Apocalipse e tem uma importância crucial pois se associa a segunda besta (Ap 13:1), representada pelo Vaticano, para determinar sanções econômicas (13:16,17) e decreto de morte (13:15up).

Como há uma associação dos EUA com o Vaticano, as eleições americanas são importantes pois o presidente deste país, tem de ter vínculos com a religião romana.

Os EUA são historicamente uma nação protestante, o que determina que assuma também no Apocalipse a figura do ‘Falso Profeta’ (Ap 16:13, 19:20, 20:10). E os vínculos do protestantismo norte americano com o Vaticano tem acontecido na maioria das administrações presidenciais daquele país.

Mas qual dos atuais candidatos – Harris ou Trump – tem os vínculos mais próximos que poderiam cumprir a profecia de Apocalipse 13:12 – “Ela exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença e faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta”. Note que é um vínculo religioso, pois envolve “adoração” ou promoção da religião romanista pagã, através dos papas e seus dogmas.

Kamala Harris e o catolicismo

Kamala Harris, vice-presidente dos EUA, possui uma relação complexa com o catolicismo, marcada por sua base de apoio, experiência jurídica, e políticas públicas. Embora ela mesma se identifique como batista, Harris cresceu em uma casa com uma forte influência do hinduísmo por parte de sua mãe e valores cristãos de seu pai jamaicano.

Politicamente, Harris tem um histórico de respeito à liberdade religiosa, incluindo o catolicismo, mas também defende políticas progressistas, algumas das quais têm sido criticadas por líderes católicos. Por exemplo:

1. Questões de Aborto: Harris apoia o direito ao aborto, uma posição que diverge das doutrinas oficiais da Igreja Católica. Como senadora, ela trabalhou para expandir o acesso ao aborto e se posicionou contra projetos de lei que limitariam o procedimento, o que gerou críticas de alguns grupos católicos e conservadores.

2. Reforma do Sistema de Justiça Criminal: Durante seu mandato como procuradora da Califórnia, Harris trabalhou em áreas que incluíam a proteção das vítimas e a reforma do sistema de justiça criminal, algo alinhado com a tradição católica de dignidade e direitos humanos. Muitos católicos viram com bons olhos suas políticas de justiça, que enfatizam a reabilitação e a dignidade humana.

3. Direitos LGBTQ+ e Liberdade Religiosa: Harris apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os direitos LGBTQ+, o que é um ponto de atrito com a doutrina católica tradicional. Em casos específicos, como a exigência de que organizações de adoção religiosas trabalhem com famílias LGBTQ+, sua posição é a favor da inclusão, mesmo em situações onde haja conflito com valores católicos.

4. Questões de Imigração: Harris também defende uma política de imigração mais inclusiva, algo que a Igreja Católica, especialmente nos EUA, também apoia fortemente. Ela frequentemente cita o Papa Francisco como uma inspiração para uma abordagem mais compassiva em relação aos imigrantes e refugiados.

Assim, enquanto suas políticas refletem um respeito pela diversidade religiosa, sua postura em temas sociais e de direitos civis coloca-a em desacordo com algumas doutrinas católicas, mas também em harmonia com aspectos sociais da justiça defendidos por muitos líderes da Igreja.

Donald Trump e o catolicismo romano

Donald Trump tem uma relação politicamente pragmática com o catolicismo, buscando apoio católico em pontos que se alinham com a agenda conservadora de seu partido, mas sem seguir integralmente as doutrinas católicas. Abaixo estão algumas maneiras como Trump se posicionou em relação ao catolicismo:

1. Aborto: Trump tomou uma posição fortemente pró-vida, que se alinha com a doutrina católica sobre o aborto. Como presidente, ele indicou juízes conservadores para a Suprema Corte, o que culminou na decisão de derrubar o caso Roe v. Wade, que estabelecia o direito constitucional ao aborto nos EUA. Essa postura lhe rendeu apoio de muitos eleitores católicos conservadores e de líderes pró-vida dentro da Igreja Católica.

2. Liberdade Religiosa: Trump foi um defensor da liberdade religiosa em sua administração, adotando políticas para proteger instituições religiosas de terem que fornecer seguro saúde com cobertura para contraceptivos, algo que a Igreja Católica tradicionalmente rejeita. Ele também reforçou leis para permitir que organizações religiosas recebessem financiamento federal sem comprometer sua autonomia doutrinária.

3. Direitos LGBTQ+: Trump adotou posições mistas quanto aos direitos LGBTQ+. Embora seu governo tenha revogado algumas proteções para pessoas transgênero, como no uso de banheiros e no serviço militar, ele evitou confrontar diretamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tema sensível para a Igreja Católica. Essa postura ambivalente trouxe críticas, mas também um certo apoio por líderes católicos que defendem visões conservadoras.

4. Imigração: A política de imigração de Trump gerou uma reação dividida entre os católicos. A Igreja Católica nos EUA tem uma postura pró-imigrante, influenciada pela doutrina que defende a dignidade humana e os direitos dos refugiados e imigrantes. No entanto, as políticas rigorosas de Trump, incluindo a separação de famílias e restrições de entrada, foram criticadas por muitos bispos e líderes católicos, embora tenham encontrado apoio em católicos conservadores que desejam uma política de fronteiras mais rigorosa.

5. Apoio ao Catolicismo Conservador: Durante seu mandato, Trump procurou apoiar e angariar apoio dos católicos conservadores, nomeando juízes que compartilham pontos de vista alinhados com doutrinas tradicionais e defendendo temas pró-vida e pró-família. Ele recebeu apoio significativo de grupos católicos que valorizam sua postura em temas morais e culturais, mesmo quando suas ações ou retórica não refletiam os princípios sociais da Igreja.

Assim, embora Trump não seja católico (ele se identifica como presbiteriano), ele estabeleceu uma relação estratégica com a Igreja Católica nos EUA, procurando alinhar-se com a ala conservadora e enfatizando temas que fortalecem seu apoio político entre católicos conservadores, mesmo que suas políticas imigratórias e seu estilo pessoal sejam criticados por outros setores da Igreja.

Conclusão

Trump por ser presbiteriano e de política direita, com forte tendência religiosa talvez tenha um perfil mais propenso a cumprir essa relação estreitada com a igreja romana. Harris apesar de se declarar batista, e por ser de política de esquerda, tem a tendência de procurar uma gestão de um estado laico, sem interferência religiosa.

O Apocalipse projeta um cenário em que o perfil de uma gestão de direita ou extrema direita, com tendências religiosas, e um estado com ligações religiosas; sendo assim o quadro descrito na profecia.

Leia também: 

A Agenda do Falso Profeta

Sanções Econômicas Sinal do Fim

Trump preenche a profecia?

Trump é o Falso Profeta?

Extrema Direita Religiosa





A EXTREMA DIREITA RELIGIOSA E O CUMPRIMENTO DA PROFECIA


A política sempre esteve como parte do cenário profético. Na profecia da História das Nações [Daniel 2] o profeta indica que o imperador totalitário era a “cabeça” [Daniel 2:38up] de uma hierarquia de nações.

No Apocalipse as 3 Bestas [11:7; 13:1 e 13:11] são reinos políticos e mais atuais no tempo profético, correspondendo ao estado, ou um segmento político específico - a extrema direita.

A 3ª Besta é uma instituição estatal que tem essa vertente de extrema direita:
Extrema Direita – religiosa e estado intolerante
Direita – religiosa e estado laico
Centro – estado laico e liberdade religiosa
Esquerda – estado laico e ateísmo
Extrema Esquerda – ateísmo e abolição do cristianismo

A 3ª Besta [Apocalipse 13:11] é interpretada como a nação Norte Americana, os EUA, que de acordo com a profecia, apresentará aspectos religiosos, mas intolerantes:

-v12a “exerce toda a autoridade” – o autoritarismo é uma marca da extrema direita
-v12b “autoridade da primeira besta” – a autoridade papal [primeira besta] foi um dos maiores exercícios de autoritarismo de toda a história política
-v12c “faz com que a terra e seus habitantes” – a manobra das massas é marca da extrema direita e extrema esquerda
-v14a “seduz os que habitam sobre a terra” – a manipulação das massas, neste caso, se dá pelo capitalismo, materialismo e consumismo. A sedução da extrema esquerda se dá pelo liberalismo sexual, liberdade de expressão e anarquia. [Leia aqui as origens da política de esquerda]
-v14b “sinais que foi dado a executar” – a extrema direita norte-americana está relacionada com os evangélicos, pentecostais e carismáticos; esse é um aspecto religioso da profecia
-v14d – “façam uma imagem à besta” – a reprodução do autoritarismo religioso do papado, será repetido pela política de extrema direita norte-americana
-v15a – “folego à imagem da besta” – os EUA irá devolver ao Vaticano o poder religioso que este tinha na Idade Média; isso reavivará o espírito de intolerância religiosa
-v15c –“fizesse morrer todos que não adorassem a imagem da besta” – a instituição da pena de morte a nível global

O governo de Donald Trump cumpre esse perfil de intolerância religiosa, retirada da liberdade religiosa e implementação da pena de morte.

Não somente nos EUA mas no Brasil, a extrema direita são a tendência política no cenário governamental.

Seja pelo ateísmo e liberalidade da extrema esquerda, ou a intolerância e conservadorismo da extrema direita, o mundo está em uma rota de decadência.

Aqueles que acreditam na leitura apocalíptica de – intolerância religiosa, perseguição e pena de morte – entendem que a extrema direita é o cumprimento da profecia nos EUA.

Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Romadesprezando os direitos da consciência.” GC 588.1

O protestantismo norte-americano se caracteriza hoje, como a extrema-direita. Será essa a última vertente política deste mundo, revelada pela profecia como a Terceira Besta. Os EUA será um estado político-religioso [como Roma no passado] que fará imposições sobre o mundo. A liberdade religiosa será retirada, para a imposição da união com a religião de Roma. O protestantismo se unirá ao catolicismo em doutrinas bases e assim estará feito a "imagem da besta" que recuperará seu prestígio político como no passado. O resultado será - perseguição e pena de morte.

“Os dignitários da Igreja e do Estado unir-se-ão para subornar, persuadir ou forçar todas as classes... A falta de autoridade divina será suprida por legislação opressiva. A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei... A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. No conflito prestes a se desencadear, veremos exemplificadas as palavras do profeta: “O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 12:17. GC 592.3

Hoje nos encontramos em uma encruzilhada moral em nosso mundo; ou apoiamos a extrema esquerda, que exclui Deus e estabelece as bases do ateísmo; ou apoiamos a direita que promove a religião, mas com extremismo e exclusão da liberdade religiosa.

A profecia já nos revelou que será a extrema direita que tomará conta do cenário mundial em nosso planeta.

Mantenha a esperança e persevere; a profecia de Daniel 2 nos oferece um final feliz para o cenário político mundial - "Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre.
Esse é o significado da visão da pedra que se soltou de uma montanha, sem auxílio de mãos, pedra que esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. "O Deus poderoso mostrou ao rei o que acontecerá no futuro. O sonho é verdadeiro, e a interpretação é fiel". Daniel 2:44,45

TRUMP - O FALSO PROFETA



"Várias vozes, incluindo personalidades como o presidente sul-coreano Moon Jae-in, afirmavam que o presidente Donald Trump talvez merecesse o Prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços de diálogo com Pyongyang.


Além de Moon, o ex-presidente americano Jimmy Carter, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, e dezoito congressistas republicanos apoiaram a indicação do presidente americano para o prêmio, em reconhecimento de “seu trabalho incansável para trazer paz para o mundo”. [Fonte: VEJA]

O Apocalipse apresenta uma 'trindade do Mal' que mimetiza os trabalhos da Verdadeira Trindade Celestial, a Divindade.

Os capítulos 12 e 13 do Apocalipse apresentam 3 figuras que a profecia indicam como sendo os poderes do mal que lutam contra os esforços de Deus na Terra. As 3 figuras são animais apocalípticos mas que representam esses poderes - O Dragão[Ap 12], A Besta do Mar [Ap 13:1] e a Besta da Terra [Ap 13:11]. A clássica interpretação protestante é consensual em indicar que os símbolos se referem:
Dragão - Satanás [Ap 12:9]
Besta do Mar - Papado ou Vaticano [Dn 7:23-25]
Besta da Terra - EUA ou Casa Branca

A profecia de Apocalipse é dinâmica, e os próprios símbolos evoluem apresentando novas figuras a partir dos mesmos poderes apocalípticos. No capítulo 16 a Besta da Terra é vista como 'Falso Profeta'. Isto porque a 'Besta da Terra', se caracteriza como um poder político, mas em uma fase mais adiante do tempo profético, o líder norte-americano assumirá uma postura religiosa, inclusive apoiando o papado e o Vaticano. O fato da nação norte-americana, que é protestante por natureza histórica, se ligar ao catolicismo romano, isso caracterizará sua identidade de Falso Profeta.

Não sabemos se será Donald Trump que encarnará essa fase de 'Falso Profeta' da nação norte-americana, e dará as mãos ao 'Iníquo', previsto pelo apóstolo Paulo [2 Tessalonicensses 2:9-11].

Mas uma coisa é certa - a profecia não erra. 


A GUERRA ENTRE EUA E CORÉIA SERIA O FIM


"Atualmente, acredita-se que a Coreia do Norte tenha mais de mil mísseis de capacidades distintas, incluindo os de longo alcance - que poderiam supostamente alcançar os Estados Unidos.

O programa de armas de Pyongyang teve grandes progressos nas últimas décadas - do foguete tático de artilharia em 1960 e 1970 aos mísseis balísticos de curto e longo alcance nas décadas de 1980 e 1990. E agora, um sistema de maior alcance está sendo pesquisado e desenvolvido. Mas o presidente americano Donald Trump disse que isso não acontecerá, e aumentou a pressão sobre o país asiático."
Fonte: BBC

Quando imaginamos que o planeta esta livre dos riscos nucleares, surge uma nova guerra com riscos reais de armamentos nucleares. Apesar dos EUA ter atacado a Síria com uma 'bomba não-nuclear' muito poderosa, a preocupação sobre o arsenal norte-coreano é que deixa o planeta sobre risco.

Mas os nossos medos tem uma linha muito real de limite. A linha da previsão profética.

Jesus, o maior de todos os profetas e Deus-Encarnado, já traçou o limite dessa linha afirmando - "ouvireis falar de guerras e rumores de guerras, mas não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim" Mateus 24.6

"ouvireis falar de guerras" - Jesus deixou claro sobre a realidade desse planeta e a existência de guerras, mas Ele também deixou dois motivos para não termos medo:

"não vos assusteis" - Um dos nomes de Deus no Antigo Testamento é "Senhor dos Exércitos". As guerras não deveriam preocupar os cristãos. Se você estudar os 12 sinais deixados em Mateus 24, você verá que os últimos sinais que deveriam nos preocupar, estão no meio religioso.

"é necessário" - Deus usa os governantes deste mundo em uma partida de xadrez no tablado profético da história humana. A Coréia do Norte é o único país 'não aberto' ao Evangelho, e certamente o regime comunista irá cair e ser aberto ao capitalismo, mas também ao Evangelho de Jesus Cristo. Os EUA como a Segunda Besta de Apocalipse cumpre os propósitos de Deus neste planeta. E um desses propósitos é tirar a força das nações que resistem ao Evangelho. Cuba esteve fechada por mais de 50 anos, mas acabou sendo aberta sem a necessidade da guerra.

"ainda não é o fim" - Apesar da guerra ser algo tremendamente impactante aos humanos, Jesus afirma que não será por meio dela que virá o fim.

O fim de todas as coisas virá dentro do contexto dos versos 12-14 de Mateus 24. Os eventos que são descritos ali estão mais relacionados a questões espirituais do que a políticos, armamentísticos ou conspiradores.

"Quem lê, entenda" Mateus 24.15.

TRUMP - O PRESBITERIANO


"Apesar de já não freqüentar regularmente uma igreja presbiteriana, Trump foi criado como Presbiteriano e ainda se considera um, dizendo: "minha religião é uma religião maravilhosa".
(Como jovem em Nova York, ele começou a frequentar a Marble Collegiate Church, congregação reformada, e nos últimos anos, ele tem sido associado com Paula White, uma pastora evangelica de uma mega-igreja, que vai rezar na sua inauguração.)

O primeiro presbiteriano a ocupar a Casa Branca foi Andrew Jackson eo último, antes de Trump, foi Ronald Reagan. Tanto Jackson quanto Reagan tinham ascendência escocesa-irlandesa. A mãe de Trump imigrou para os Estados Unidos da Escócia.


Uma pesquisa recente feita pelo Pew Research Center mostra que muitos americanos se preocupam com a fé de seus líderes. Por exemplo, metade de todos os adultos americanos dizem que é importante para um presidente compartilhar suas crenças religiosas. E mais pessoas agora dizem que há "muito pouco" discussão religiosa por seus líderes políticos (40%) do que dizer que há "muito" (27%)." Fonte: Pew Research

Na cerimônia de posse do 45o presidente dos EUA, a oração da pastora Paula White quebrou o protocolo de mais de 200 anos, dirigindo a oração cerimonial.

O último presidente presbiteriano, Ronald Reagan, foi o que mais contribuiu para a aproximação da Casa Branca com o Vaticano. Reagan e Vojtyla [João Paulo II] foram muito além derrubando o Comunismo Europeu e acabando com a Guerra Fria.

Se esta linha política-religiosa for retomada com o presbiteriano Donald Trump, logo veremos a segunda parte da profecia de Apocalipse 13.13-18 se cumprindo; onde os EUA promove o Vaticano como religião mundial e cria leis para que "a terra e seus habitantes adorem a primeira besta" v12up.

TRUMP - ELE PREENCHE OS REQUISITOS DA PROFECIA DE APOCALIPSE 13?


As suas expectativas sobre o futuro presidente norte-americano não podem estar além do que a própria profecia revela.

Embora a profecia se refira ao 'reino' ou nação propriamente, a Besta tem um 'script' profético a cumprir.

E o perfil de Trump assume esse 'script'? O 47o presidente norte-americano têm características para cumprir a profecia de Apocalipse 13?

v.11 - "parecendo cordeiro mas falava como Dragão"
A referência de 'parecer um cordeiro' é um contraste entre as outras 'bestas' [11.7 e 13.1] que são animais impuros ou selvagens.

A nação dessa besta de Ap 13.11 [parecendo cordeiro] é uma nação com princípios cristãos, protestantes e que se alinham com as raízes judaicas; vêm dai a comparação com 'cordeiro'.

Donald Trump não parece um 'cordeiro', embora seja Presbiteriano, não se pode afirmar que seja religioso [Obama tinha esse perfil]; mas Trump fala como um dragão.

Embora essas características sejam da nação propriamente, a impetuosidade de Trump pode levar a uma radicalização contra as minorias, onde o 'remanescente' [Ap 14.12] está incluído.

v.12 - "exerce toda a autoridade da primeira besta"
A 'primeira besta' [de Ap 13] é tradicionalmente interpretada como o papado. Os EUA, de acordo com a profecia, irá se comportar como o papado medieval.

Os papas exerceram sua autoridade através da perseguição e martírio dos cristãos. Ou seja, a América em algum momento será abusiva também com os cristãos; e só o tempo irá dizer se Trump assumirá esse papel de oprimir as minorias [como já ameaçou] e radicalizar contra estas.

v12 - "faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta"
Esta é a principal característica na profecia que irá desencadear os demais eventos anunciados.

Trump precisa dar continuidade ao processo de união entre Casa Branca e Vaticano que tem caracterizado as relações entre os dois estados [Leia aqui]

E ainda mais, precisa levar o mundo inteiro a 'adorar' através do sistema católico. Isto seria uma promoção, valorização e divulgação da religião romana. Nisto consiste 'fazer com que a terra e seus habitantes adorem ao papado'; seguindo o formato de adoração católica, estarão os habitantes 'adorando a besta' ou ao papado.

Trump irá promover o Vaticano e a religião católica romana na América?

Mas vale a pena relembrar que Mario Bergólio foi recebido no congresso americano em 2015 [Leia aqui] e essa promoção e aliança entre as 'duas bestas' não é papel exclusivo do presidente, mas da nação toda e do congresso.

v13 - "opera grande sinais"
Nem todas as indicações da profecia podem ser cumpridas através da figura do líder político desta nação; essa particularidade de 'operar sinais' se dá através do sistema religioso da nação norte-americana - o protestantismo apostatado.

O "fogo do céu que faz descer sobre a terra" é interpretado com o auxílio do AT; essa é uma imagística retirada de uma cena dos profetas de Israel, onde Elias no Monte Carmelo faz descer fogo do céu para provar a veracidade de Yahweh diante dos profetas de Baal.

Mas o protestantismo americano se faz 'falso profeta' quando apoia o papado, e não assume a Lei de Deus na sua pregação.

O movimento pentecostal iniciado nos EUA é interpretado como tendo especialmente essas características proféticas - "faz descer fogo do céu - através do ensinos pentecostais sobre o Espírito Santo. As manifestações bizarras [que não são descritas na Bíblia] no 'batismo do Espírito Santo' [rolar, pular, gritar, girar] que os crentes exibem, os sinais que são feitos e os cultos fora do padrão bíblico [1Cor.14.26-28] todas essas particularidades fazem do protestantismo apostatado e do pentecostalismo americano o falso profeta que "opera grandes sinais".

v14 - "seduz os que habitam sobre a terra"
A cultura, política, filosofia de vida e o 'American Dream' fazem parte da 'sedução' imposta por esta nação/besta.

Trump promete tornar a América grande novamente; e isso implica na superioridade desta nação sobre as demais. Os EUA sempre irão vender às demais nações mais do que produtos, mas também sonhos, ideais e a própria fé.

v14 "na presença da besta"
A ação dos EUA nesta fase da profecia parece indicar uma parceria e cumplicidade, seja ela politica ou religiosa.

Trump parece mais um isolacionista do que um parceiro para o Vaticano; sua politica contra refugiados, imigrantes e estrangeiros não é compátivel com a de Mario Bergólio.

Estariam Casa Branca e Vaticano andando na mesma direção de 2017 a 2020?

 v14 - "enganava os que habitavam sobre a terra"
O contexto dessa parte da profecia quanto aos EUA, implica em fazer as demais nações se renderem às mentiras doutrinarias do papado.

Trump é um homem de negócios e do entretenimento; não é um homem religioso. 
Obama parecia ser mais religioso e mais propenso a coisas como ecumenismo e apoio diplomatico com o Vaticano.

v14 - "lhes dizia que fizessem uma imagem à besta"
A 'imagem da besta' implica em reproduzir a politica religiosa do papado medieval. Através da perseguição,religiosa e martírio dos crentes, isso poderia ser feito.

Trump deuxou claro que irá trabalhar para fazer a América grande novamente; não parece se importar com as outras nações ou com o Vaticano.

Somente o tempo e suas relações com Mario Bergolio poderiam revelar como a 'imagem' do papado medieval poderia ser incentivado pelo governo de Trump.

v15 - "fazer com que fossem mortos todos que se recusassem a adorar a besta"
A intolerância chegará a tal ponto que um 'decreto de morte' é previsto pela profecia.

A profecia determina o roteiro da história e dos eventos finais; não se trata de determinismo mas de antecipação ou previsão do futuro - e só Deus pode fazer isto.

Trump é intolerante com os imigrantes, refugiados e não-americanos. Nisto o perfil de Trump cumpre o 'script' da profecia.

Mas o perfil de Mario Bergólio é de tolerância; mas essa tolerância irá apenas até onde as nações, povos e denominações admitirem sua autoridade. Quando uma minoria [conceito de remanescente] discordar ou não se alinhar com os propósitos do Vaticano, a perseguição surgirá novamente.

Alianças futuras da Casa Branca e Vaticano poderão permitir que a influencia do novo presidente americano seja o apoio para Mario Bergólio estabelecer seu reinado medieval novamente.

Mas estará Trumpo disposto a dividir poder com Mario Bergólio?

v16 - "obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa,"
A imposição mundial de algo cai bem com o perfil de Trump. Ele se parece um impositor; Mario Bergólio, apesar de sua caridosa aparência, também é um impositor.

Neste aspecto - imposição - Trump e Bergólio tem a mesma natureza de liderança.

v17 - "para que ninguém pudesse comprar ou vender"
Sanções econômicas não são estranhas no mundo politico e econômico.

Sanções, embargos e decretos, como esse, tem a cara dos EUA, mas a profecia se refere a uma ação conjunta com o Vaticano.

Tem Donald Trump um perfil para preencher o quadro profético de Apocalipse 13?

Só o tempo poderá nos responder.

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