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PARIS – AS OLIMPÍADAS CONTRA A RELIGIÃO


 As Olímpiadas da França, a 33ª edição dos Jogos Olímpicos, tem sido marcada pelas restrições religiosas. A polêmica se tornou pública na abertura do evento com um dos quadros na transmissão de TV.

O cerimonialista e diretor criativo Thomas Jolly negou que tenha feito uma paródia da Última Ceia na cerimônia de abertura dos Jogos de Paris, após grupos religiosos criticarem o evento por considerá-lo uma "zombaria ao Cristianismo". Na cena, dançarinos, drag queens e pessoas em fantasias coloridas ficaram em poses que lembravam representações da Última Ceia, a última refeição de Jesus com seus apóstolos - evento também chamado por alguns como Santa Ceia. Alguns grupos católicos e bispos franceses condenaram o que viram como "cenas de escárnio e zombarias ao Cristianismo".

Nas telas de milhões de pessoas ao redor do globo, a apresentação mostrou uma cena envolvendo o cantor e ator francês Philippe Katerine como o deus Dionísio, seminu e pintado de azul, em uma mesa de banquete. "A ideia era fazer uma grande festa pagã ligada aos deuses do Olimpo", disse Jolly em uma entrevista ao canal francês BFM no último domingo (28/7). 

As três cenas comparadas - a Festa dos deuses; a cena da olímpiada; e a o quadro da Santa Ceia

"Você nunca encontrará em meu trabalho qualquer desejo de zombar ou difamar. Eu queria uma cerimônia que unisse as pessoas, que as reconciliasse, mas também uma cerimônia que afirmasse nossos valores de liberdade, igualdade e fraternidade." Jolly também defende que achou que suas intenções estavam claras. "Dionísio aparece nessa mesa. Ele está presente porque é o deus da festa, do vinho, e pai de Sequana, deusa relacionada ao rio Sena." Suas declarações foram apoiadas por internautas que viram na sua encenação elementos do quadro a "Festa dos Deuses". Fonte:BBC

Mas essa não foi a única dificuldade que os atletas cristãos enfrentaram. Eles estão proibidos de fazer qualquer manifestação religiosa, sejam referências ou testemunhos públicos.

A França desde o século 18 é uma nação anti-cristã. A história da Revolução Francesa foi fundamentada em um movimento contra a dominação religiosa que havia na Europa e naquela nação.

Na profecia do Apocalipse essa cidade é chamada de “grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (11:8).

Segundo as palavras do profeta, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma.

Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França. Durante a Revolução, em 1793, "o mundo pela primeira vez ouviu uma assembléia de homens, nascidos e educados na civilização, e assumindo o direito de governar uma das maiores nações européias, levantar a voz em coro para negar a mais solene verdade que a alma do homem recebe, e renunciar unanimemente à crença na Divindade e culto à mesma". - Vida de Napoleão Bonaparte, de Sir Walter Scott. "A França é a única nação do mundo relativamente à qual se conserva registro autêntico de que, como nação, se levantou em aberta rebelião contra o Autor do Universo. Profusão de blasfemos, profusão de incrédulos, tem havido e ainda continua a haver, na Inglaterra, Alemanha, Espanha e em outras terras; mas a França fica à parte, na história universal, como o único Estado que, por decreto da Assembléia Legislativa, declarou não haver Deus, e em cuja capital a população inteira, e vasta maioria em toda parte, mulheres assim como homens, dançaram e cantaram com alegria ao ouvirem a declaração." - Blackwood"s Magazine, de novembro de 1870.

O Apocalipse chama Paris de a "grande cidade" em cujas ruas as testemunhas foram mortas, e onde seus corpos mortos estiveram, é "espiritualmente" o Egito. De todas as nações apresentadas na história bíblica, o Egito, de maneira mais ousada, negou a existência do Deus vivo e resistiu aos Seus preceitos. Nenhum monarca já se aventurou a rebelião mais aberta e arrogante contra a autoridade do Céu do que o fez o rei do Egito. Quando, em nome do Senhor, a mensagem lhe fora levada por Moisés, Faraó orgulhosamente, respondeu: "Quem é o Senhor cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel." Êxo. 5:2. Isto é ateísmo; e a nação representada pelo Egito daria expressão a uma negação idêntica às reivindicações do Deus vivo, e manifestaria idêntico espírito de incredulidade e desafio. A "grande cidade" é também comparada "espiritualmente" com Sodoma. A corrupção de Sodoma na violação da lei de Deus, manifestou-se especialmente na licenciosidade. E este pecado também deveria ser característico preeminente da nação que cumpriria as especificações deste texto.

A França também apresentou as características que mais distinguiram Sodoma. Durante o período revolucionário mostrou-se um estado de rebaixamento moral e corrupção semelhante ao que trouxera destruição às cidades da planície. E o historiador apresenta juntamente o ateísmo e a licenciosidade da França, conforme os dá a profecia: "Ligada intimamente a estas leis que afetam a religião, estava a que reduzia a união pelo casamento - o mais sagrado ajuste que seres humanos podem formar, cuja indissolubilidade contribui da maneira mais eficaz para a consolidação da sociedade - à condição de mero contrato civil de caráter transitório, em que quaisquer duas pessoas poderiam empenhar-se e que, à vontade, poderiam desfazer. ...

Se os demônios se houvessem disposto a trabalhar para descobrir o modo mais eficaz de destruir o que quer que seja venerável, belo ou perdurável na vida doméstica, e de obter ao mesmo tempo certeza de que o mal que era seu objetivo criar se perpetuaria de uma geração a outra, não poderiam ter inventado plano mais eficiente do que a degradação do casamento. ... Sofia Arnoult, atriz famosa pelos ditos espirituosos que proferia, descreveu o casamento republicano como sendo "o sacramento do adultério"." - Scott.

O Apocalipse diz – "Onde o seu Senhor também foi crucificado." Esta especificação da profecia também foi cumprida pela França. Em nenhum país fora o espírito de inimizade contra Cristo ostentado mais surpreendentemente. Em nenhum país encontrara a verdade mais atroz e cruel oposição. Na perseguição que a França infligiu aos que professavam o evangelho, crucificou a Cristo na pessoa de Seus discípulos.

Século após século o sangue dos santos fora derramado. Enquanto os valdenses, "pela palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo", depunham a vida nas montanhas do Piemonte, idêntico testemunho da verdade era dado por seus irmãos, os albigenses da França. Nos dias da Reforma seus discípulos foram mortos com horríveis torturas. Rei e nobres, senhoras de alto nascimento e delicadas moças, o orgulho e a nobreza da nação, haviam recreado os olhos com as agonias dos mártires de Jesus. Os bravos huguenotes, batendo-se pelos direitos que o coração humano preza como os mais sagrados, tinham derramado seu sangue em muitos campos de rudes combates. Os protestantes eram tidos na conta de proscritos, punha-se a preço a sua cabeça e eram perseguidos como animais selvagens.

Centenas de homens idosos, indefesas mulheres e inocentes crianças eram deixados mortos sobre a terra em seu lugar de reunião. Atravessando-se a encosta das montanhas ou a floresta, onde estavam acostumados a reunir-se, não era raro encontrarem-se "a cada passo corpos mortos, pontilhando a relva, e cadáveres a balançar suspensos das árvores". Seu território, devastado pela espada, pelo machado, pela fogueira, "converteu-se em vasto e triste deserto". "Estas atrocidades não eram ordenadas ... em qualquer época obscura, mas na era brilhante de Luís XIV. Cultivavam-se então as ciências, as letras floresciam, os teólogos da corte e da capital eram homens doutos e eloqüentes, aparentando perfeitamente as graças da humildade e caridade." - Wylie.

O episódio mais escuro da história da França, e do catálogo de crimes, a mais horrível entre as ações diabólicas de todos os hediondos séculos, foi o massacre de São Bartolomeu. O mundo ainda recorda com estremecimento de horror as cenas daquele assalto covardíssimo e cruel. O rei da França, com quem sacerdotes e prelados romanos insistiram, sancionou a hedionda obra. Um sino badalando à noite dobres fúnebres, foi o sinal para o morticínio. Milhares de protestantes que dormiam tranqüilamente em suas casas, confiando na honra empenhada de seu rei, eram arrastados para fora sem aviso prévio e assassinados a sangue frio.

Como Cristo fora o chefe invisível de Seu povo ao ser tirado do cativeiro egípcio, assim foi Satanás o chefe invisível de seus súditos na horrível obra de multiplicar os mártires. Durante sete dias perdurou o massacre em Paris, sendo os primeiros três com inconcebível fúria. E não se limitou unicamente à cidade, mas por ordem especial do rei estendeu-se a todas as províncias e cidades onde se encontravam protestantes. Não se respeitava nem idade nem sexo. Não se poupava nem a inocente criancinha, nem o homem de cabelos brancos. Nobres e camponeses, velhos e jovens, mães e filhos, eram juntamente abatidos. Por toda a França a carnificina durou dois meses. Pereceram setenta mil da legítima flor da nação.

"Quando as notícias do massacre chegaram a Roma, a exultação entre o clero não teve limites. O cardeal de Lorena recompensou o mensageiro com mil coroas; o canhão de Santo Ângelo reboou em alegre salva; os sinos tangeram em todos os campanários; fogueiras festivas tornaram a noite em dia; e Gregório XIII, acompanhado dos cardeais e outros dignitários eclesiásticos, foi, em longa procissão, à igreja de São Luís, onde o cardeal de Lorena cantou o Te Deum. ... Uma medalha foi cunhada para comemorar o massacre, e no Vaticano ainda se podem ver três quadros de Vasari descrevendo o ataque ao almirante, o rei em conselho urdindo a matança, e o próprio morticínio. Gregório enviou a Carlos a Rosa de Ouro; e quatro meses depois da carnificina, ... ouviu complacentemente ao sermão de um padre francês, ... que falou daquele "dia tão cheio de felicidade e regozijo, em que o santíssimo padre recebeu a notícia, e foi em aparato solene dar graças a Deus e a São Luís"." - O Massacre de São Bartolomeu, de Henry White.

O mesmo espírito sobrenatural que instigou o massacre de São Bartolomeu, dirigiu também as cenas da Revolução Francesa. Foi declarado ser Jesus Cristo um impostor e o grito de zombaria dos incrédulos franceses era: "Esmagai o Miserável!" querendo dizer Cristo. Blasfêmia que desafiava o Céu e abominável impiedade iam de mãos dadas, e os mais vis dentre os homens, os mais execráveis monstros de crueldade e vício, eram elevados aos mais altos postos. Em tudo isto, prestava-se suprema homenagem a Satanás, enquanto Cristo, em Seus característicos de verdade, pureza e amor abnegado, era crucificado.

O Apocalipse chama essa nação de "A besta que sobe do abismo" (11:7). O poder ateísta que governou na França durante a Revolução e reinado do terror, desencadeou contra Deus e Sua santa Palavra uma guerra como jamais o testemunhara o mundo. O culto à Divindade fora abolido pela Assembléia Nacional. Bíblias eram recolhidas e publicamente queimadas com toda a manifestação de escárnio possível. A lei de Deus era calcada a pés. As instituições das Escrituras Sagradas, abolidas. O dia de repouso semanal foi posto de lado, e em seu lugar cada décimo dia era dedicado à orgia e blasfêmia. O batismo e a comunhão foram proibidos. E anúncios afixados visivelmente nos cemitérios, declaravam ser a morte um sono eterno.

"Uma das cerimônias deste tempo de loucuras permanece sem rival pelo absurdo combinado com a impiedade. As portas da convenção foram abertas de par em par a uma banda de música, seguida dos membros da corporação municipal, que entraram em solene procissão, cantando um hino de louvor à liberdade e escoltando, como o objeto de seu futuro culto, uma mulher coberta com um véu, a quem denominavam a deusa da Razão. Levada à tribuna, tirou-se-lhe o véu com grande pompa, e foi colocada à direita do presidente, sendo por todos reconhecida como dançarina de ópera. ... A essa pessoa, como mais apropriada representante da razão a que adoravam, a Convenção Nacional da França prestou homenagem pública. "Essa momice, ímpia e ridícula, entrou em voga; e o instituir a deusa da Razão foi repetido e imitado, por todo o país, nos lugares em que os habitantes desejavam mostrar-se à altura da Revolução." - Scott.

 Disse o orador que apresentou o culto da Razão: "Legisladores! O fanatismo foi substituído pela razão. Seus turvos olhos não poderiam suportar o brilho da luz. Neste dia, imenso público se congregou sob aquelas abóbadas góticas que, pela primeira vez, fizeram ecoar a verdade. Ali, os franceses celebraram o único culto verdadeiro - o da Liberdade, o da Razão. Ali formulamos votos de prosperidade às armas da República. Ali abandonamos ídolos inanimados para seguir a Razão, esta imagem animada, a obra-prima da Natureza." - História da Revolução Francesa, de Thiers, vol. 2, págs. 370 e 371.

Ao ser a deusa apresentada à Convenção, o orador tomou-a pela mão e, voltando-se à assembléia, disse: "Mortais, cessai de tremer perante os trovões impotentes de um Deus que vossos temores criaram. Não reconheçais, doravante, outra divindade senão a Razão. Ofereço-vos sua mais nobre e pura imagem; se haveis de ter ídolos, sacrificai apenas aos que sejam como este. ... Caí perante o augusto Senado da Liberdade, ó Véu da Razão! ..."A deusa, depois de ser abraçada pelo presidente, foi elevada a um carro suntuoso e conduzida, por entre vasta multidão, à catedral de Notre Dame para tomar o lugar da Divindade. Ali foi ela erguida ao altar-mor e recebeu a adoração de todos os presentes." - Alison.

Não muito depois, seguiu-se a queima pública da Escritura Sagrada. Em uma ocasião, "a Sociedade Popular do Museu" entrou no salão da municipalidade, exclamando: "Vive La Raison!" e carregando na extremidade de um mastro os restos meio queimados de vários livros, entre os quais breviários, missais, e o Antigo e Novo Testamentos, livros que "expiavam em grande fogo", disse o presidente, "todas as loucuras que tinham feito a raça humana cometer". - Journal de Paris, 14 de novembro de 1793 (nº 318).

O espírito de liberdade acompanhava a Bíblia. Onde quer que o evangelho era recebido, despertava-se o povo. Começavam os homens a romper as algemas que os haviam conservado escravos da ignorância, vício e superstição. Começavam a pensar e agir como homens. Os monarcas, ao verem isto, temeram pelo seu despotismo.

Roma não foi tardia em inflamar seus ciosos temores. Disse o papa ao regente da França em 1525: "Esta mania [o protestantismo], não somente confundirá e destruirá a religião, mas todos os principados, nobreza, leis, ordens e classes juntamente." - História dos Protestantes da França, G. de Félice. Poucos anos mais tarde um núncio papal advertiu ao rei: "Majestade, não vos enganeis. Os protestantes subverterão toda a ordem civil e religiosa. ... O trono está em tão grande perigo como o altar. ... A introdução de uma nova religião deve necessariamente introduzir novo governo." - História da Reforma no Tempo de Calvino, D"Aubigné. E os teólogos apelavam para os preconceitos do povo, declarando que a doutrina protestante "instiga os homens à novidade e loucura; despoja o rei da dedicada afeição de seus súditos e devasta tanto a Igreja como o Estado". Assim Roma conseguiu predispor a França contra a Reforma. "Foi para manter o trono, preservar os nobres e conservar as leis, que pela primeira vez se desembainhou na França a espada da perseguição." - Wylie.

Mal imaginavam os governantes do país os resultados daquela política fatal. O ensino da Escritura Sagrada teria implantado no espírito e no coração do povo os princípios de justiça, temperança, verdade, eqüidade e benevolência, que são a própria pedra basilar da prosperidade da nação. "A justiça exalta as nações." Donde, "com justiça se estabelece o trono". Prov. 14:34; 16:12. "O efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança, para sempre." Isa. 32:17. O que obedece à lei divina é o que melhor respeitará e obedecerá às leis de seu país. O que teme a Deus honrará ao rei no exercício de toda a autoridade justa e legítima. Mas a desditosa França proibiu a Bíblia e condenou seus discípulos. Século após século, homens de princípios e integridade, homens de agudeza intelectual e força moral, que tinham coragem de confessar suas convicções e fé para sofrer pela verdade, sim, durante séculos esses homens labutaram como escravos nas galeras, pereceram na fogueira, ou apodreceram nas celas das masmorras. Milhares e milhares encontraram segurança na fuga; e isto continuou por duzentos e cinqüenta anos depois do início da Reforma.

"Quase não houve geração de franceses, durante esse longo período, que não testemunhasse os discípulos do evangelho fugindo diante da fúria insana do perseguidor, levando consigo a inteligência, as artes, a indústria, a ordem, nas quais, em regra, grandemente se distinguiam, para o enriquecimento das terras em que encontravam asilo. E à medida que enchiam outros países com esses valiosos dons, privavam deles o seu próprio país. Se tudo que então foi repelido se houvesse conservado na França; se, durante esses trezentos anos, a habilidade industrial dos exilados tivesse estado a cultivar seu solo; se durante esses trezentos anos, seu pendor artístico tivesse estado a aperfeiçoar suas indústrias; se durante esses três séculos, seu gênio inventivo e poder analítico tivessem estado a enriquecer sua literatura e a cultivar sua ciência; se a sabedoria deles estivesse a guiar seus conselhos, a bravura a pelejar em suas batalhas e a eqüidade a formular suas leis, e estivesse a religião da Bíblia a fortalecer o intelecto e a governar a consciência de seu povo, que glória não circundaria hoje a França! Que país grandioso, próspero e feliz - modelo das nações não teria ela sido!

"Mas o fanatismo cego baniu de seu solo todo ensinador da virtude, todo campeão da ordem, todo defensor honesto do trono, dizendo aos homens que teriam dado ao país "renome e glória" na Terra: Escolhei o que quereis: a fogueira ou o exílio. "Finalmente a ruína do Estado foi completa; não mais restavam consciências para serem proscritas; não mais religião para arrastar-se à fogueira; não mais patriotismo para ser desterrado." - Wylie. E a Revolução, com todos os seus horrores, foi o tremendo resultado.

"Com a fuga dos huguenotes, um declínio geral baixou sobre a França. Florescentes cidades manufatureiras caíram em decadência; férteis distritos voltaram a sua natural rusticidade; embotamento intelectual e decadência moral sucederam-se a um período de desusado progresso. Paris tornou-se um vasto asilo de mendicidade, e calcula-se que, ao romper a Revolução, duzentos mil pobres reclamavam caridade das mãos do rei. Somente os jesuítas floresciam na nação decadente, e governavam com terrível tirania sobre escolas e igrejas, prisões e galés."

O evangelho teria proporcionado à França a solução dos problemas políticos e sociais que frustravam a habilidade de seu clero, seu rei e seus legisladores, e que finalmente mergulharam a nação na anarquia e ruína. Sob o domínio de Roma, porém, o povo tinha perdido as benditas lições do Salvador acerca do sacrifício e amor abnegado. Tinham sido afastados da prática da abnegação em favor dos outros. Os ricos não haviam recebido repreensão alguma por sua opressão aos pobres; estes, nenhum auxílio pela sua servidão e degradação. O egoísmo dos abastados e poderosos se tornou mais é mais visível e opressivo. A cobiça e a dissolução dos nobres, durante séculos, tiveram como resultado a esmagadora extorsão para com os camponeses. Os ricos lesavam os pobres, e estes odiavam aqueles.

Em muitas províncias as propriedades eram conservadas pelos nobres, sendo as classes trabalhadoras apenas arrendatárias; achavam-se à mercê dos proprietários e obrigados a sujeitar-se às suas exigências escorchantes. O encargo de sustentar tanto a Igreja como o Estado recaía sobre as classes média e baixa, pesadamente oneradas pelas autoridades civis e pelo clero. "O capricho dos nobres arvorava-se em lei suprema; os lavradores e camponeses podiam perecer de fome sem que isso comovesse os opressores. ... O povo era obrigado a consultar sempre o interesse exclusivo do proprietário. A vida dos trabalhadores agrícolas era de labuta incessante e miséria sem alívio; suas queixas, se é que ousavam queixar-se, eram tratadas com insolente desprezo. Os tribunais de justiça ouviam sempre ao nobre de preferência ao camponês; os juízes aceitavam abertamente o suborno, e o mais simples capricho da aristocracia tinha força de lei, em virtude deste sistema de corrupção universal. Dos impostos extorquidos do povo comum, pelos magnatas seculares de um lado e pelo clero do outro, nem a metade sequer tinha acesso ao tesouro real ou episcopal; o resto era desbaratado em condescendências imorais. E os mesmos homens que assim empobreciam seus compatriotas, estavam isentos de impostos, e, pela lei e costumes, com direitos a todos os cargos do Estado. Os membros das classes privilegiadas orçavam por uns cento e cinqüenta mil, e para a satisfação delas, milhões estavam condenados a levar uma vida de degradação irremediável."

A corte achava-se entregue ao luxo e à libertinagem. Pouca confiança existia entre o povo e os governantes. Prendia-se a todos os atos do governo a suspeita de serem mal-interpretados e egoístas. Durante mais de meio século antes do tempo da Revolução, o trono foi ocupado por Luís XV que, mesmo naqueles maus tempos, se distinguiu como monarca indolente, frívolo e sensual. Com uma aristocracia depravada e cruel, uma classe inferior empobrecida e ignorante, achando-se o Estado em embaraços financeiros, e o povo exasperado, não se necessitava do olhar de profeta para prever uma iminente e terrível erupção. Às advertências de seus conselheiros estava o rei acostumado a responder: "Procurai fazer com que as coisas continuem tanto tempo quanto eu provavelmente possa viver; depois de minha morte, seja como for." Era em vão que se insistia sobre a necessidade de reforma. Ele via os males, mas não tinha nem a coragem nem a força para enfrentá-los. Sua resposta indolente e egoísta sintetizava, com verdade, a sorte que aguardava a França: "Depois de mim, o dilúvio!"

Valendo-se dos ciúmes dos reis e das classes governantes, Roma os influenciara a conservar o povo na escravidão, bem sabendo que o Estado assim se enfraqueceria, tendo por este meio o propósito de firmar em seu cativeiro tanto príncipes como o povo. Com política muito previdente, percebeu que, para escravizar os homens de modo eficaz, deveria algemar-lhes a alma; que a maneira mais certa de impedi-los de escapar de seu cativeiro era torná-los incapazes de libertar-se. Mil vezes mais terrível do que o sofrimento físico que resultava de sua política, era a degradação moral. Despojado da Escritura Sagrada, e abandonado ao ensino do fanatismo e egoísmo, o povo estava envolto em ignorância e superstição, submerso no vício, achando-se, assim, completamente inapto para o governo de si próprio.

Mas a conseqüência de tudo isto foi grandemente diversa do que Roma tivera em mira. Em vez de manter as massas populares em submissão cega aos seus dogmas, sua obra teve como resultado torná-las incrédulas e revolucionárias. Desprezavam o romanismo como uma artimanha do clero. Consideravam-no como um partido que as oprimia. O único deus que conheciam era o deus de Roma; seu ensino era a única réligião que professavam. Consideravam sua avidez e crueldade como os legítimos frutos da Bíblia, da qual nada queriam saber.

Roma tinha representado falsamente o caráter de Deus e pervertido Seus mandamentos, e agora os homens rejeitavam tanto a Escritura Sagrada como seu Autor. Exigira fé cega nos seus dogmas, sob o pretenso apoio das Escrituras. Na reação, Voltaire e seus companheiros puseram inteiramente de lado a Palavra de Deus, disseminando por toda parte o veneno da incredulidade. Roma calcara o povo sob seu tacão de ferro; agora as massas, degradadas e embrutecidas, ao revoltarem-se contra a tirania, arrojaram de si toda a restrição. Enraivecidos com o disfarçado embuste a que durante tanto tempo haviam prestado homenagem, rejeitaram a um tempo a verdade e a falsidade; e erroneamente tomando a libertinagem pela liberdade, os escravos do vício exultaram em sua liberdade imaginária.

No início da Revolução foi, por concessão do rei, outorgada ao povo uma representação mais numerosa do que a dos nobres e do clero reunidos. Assim a balança do poder estava em suas mãos; mas não se achavam preparados para fazer uso deste poder com sabedoria e moderação. Ávidos de reparar os males que tinham sofrido, decidiram-se a empreender a reconstrução da sociedade. Uma turba ultrajada, cujo espírito estava de há muito repleto de dolorosas lembranças, resolveu sublevar-se contra aquele estado de miséria que se tornara insuportável, vingando-se dos que considerava como responsáveis por seus sofrimentos. Os oprimidos puseram em prática a lição que tinham aprendido sob a tirania, e tornaram-se os opressores dos que os haviam oprimido.

 A cruel França ceifou em sangue a colheita do que semeara. Terríveis foram os resultados de sua submissão ao poder subjugador de Roma. Onde a França, sob a influência do romanismo, acendera a primeira fogueira ao começar a Reforma, erigiu a Revolução a sua primeira guilhotina. No local em que os primeiros mártires da fé protestante foram queimados no século XVI, as primeiras vítimas foram guilhotinadas no século XVIII. Rejeitando o evangelho que lhe teria trazido cura, a França abrira a porta à incredulidade e ruína. Quando as restrições da lei de Deus foram postas de lado, verificou-se que as leis dos homens eram impotentes para sustar a avassalante onda da paixão humana; e a nação descambou para a revolta e anarquia. A guerra contra a Bíblia inaugurou uma era que se conserva na História Universal como "o reinado do terror". A paz e a felicidade foram banidas dos lares e do coração dos homens. Ninguém se achava seguro. O que hoje triunfava era alvo de suspeitas e condenado amanhã. A violência e a cobiça exerciam incontestável domínio.

Rei, clero e nobreza foram obrigados a submeter-se às atrocidades do povo excitado e enlouquecido, cuja sede de vingança subiu de ponto com a execução do rei; e os que haviam decretado sua morte logo o seguiram no cadafalso. Foi ordenado um morticínio geral de todos os que eram suspeitos de hostilizar a Revolução. As prisões estavam repletas, contendo em certa ocasião mais de duzentos mil prisioneiros. Multiplicavam-se nas cidades do reino as cenas de horror. Um partido dos revolucionários era contra outro, e a França tornou-se um vasto campo de massas contendoras, dominadas pela fúria das paixões. "Em Paris, tumulto sucedia a tumulto, e os cidadãos estavam divididos numa mistura de facções, que não pareciam visar coisa alguma a não ser a exterminação mútua." E para aumentar a miséria geral, a nação envolveu-se em prolongada e devastadora guerra com as grandes potências da Europa. "O país estava quase falido, o exército a clamar pelos pagamentos em atraso, os parisienses passando fome, as províncias assoladas pelos ladrões, e a civilização quase extinta em anarquia e licenciosidade."

Muito bem havia o povo aprendido as lições de crueldade e tortura que Roma tão diligentemente ensinara. Chegara finalmente o dia da retribuição. Não eram mais os discípulos de Jesus que se arrojavam nas masmorras e arrastavam à tortura. Havia muito tempo que esses tinham perecido, ou sido expulsos para o exílio. Roma, sentia agora o poder mortífero daqueles a quem havia ensinado a deleitar-se nas práticas sanguinárias. "O exemplo de perseguição que o clero da França por tantos séculos dera abertamente, achava-se agora revertido contra ele mesmo com assinalado vigor. Os cadafalsos estavam tintos do sangue dos sacerdotes. As galés e prisões, que em outro tempo se povoaram de huguenotes, estavam agora repletas de seus perseguidores. Acorrentados ao banco ou labutando com os remos, o clero católico romano experimentou todas as desgraças que sua igreja tão livremente infligira aos benignos hereges."

"Vieram então os dias em que o mais bárbaro dos códigos foi posto em vigor pelo mais bárbaro dos tribunais; em que ninguém poderia saudar os vizinhos ou fazer orações ... sem perigo de cometer um crime capital; em que espias se emboscavam de todos os lados; em que todas as manhãs a guilhotina funcionava em trabalho rápido e prolongado; em que as cadeias estavam tão cheias como um porão de navio de escravos; em que, nas sarjetas, o sangue corria espumante para o Sena. ... Enquanto diariamente carradas de vítimas eram levadas ao seu destino através das ruas de Paris, os procônsules, a quem a comissão soberana enviara aos departamentos, recreavam-se extravagantemente com crueldade desconhecida mesmo na capital. O cutelo da máquina mortífera levantava-se demasiado vagarosamente para a obra de morticínio. Longas fileiras de prisioneiros eram ceifadas a metralha. Faziam-se rombos no fundo dos barcos repletos. Lyon se tornou um deserto. Em Arras, mesmo a cruel misericórdia de uma morte rápida era negada aos prisioneiros. Por toda a extensão do Loire de Saumur até à desembocadura no oceano, grandes bandos de corvos e milhanos banqueteavam-se nos cadáveres nus, juntamente irmanados em hediondos abraços. Não se mostrava misericórdia a sexo ou idade. O número de moços e moças de dezessete anos que foram assassinados por aquele governo execrável, deve ser computado às centenas. Criancinhas arrancadas dos seios eram arrojadas, de chuço em chuço, ao longo das fileiras jacobinas."

 No curto espaço de dez anos, pereceram multidões de criaturas humanas. Tudo isto foi como Satanás queria. Durante séculos se empenhara por consegui-lo. Sua política é o engano desde o princípio até ao fim, e seu propósito fixo é acarretar a desgraça e a miséria aos homens, desfigurar e aviltar a obra de Deus, desvirtuar os propósitos divinos de benevolência e amor, ocasionando assim o pesar no Céu. Então, por suas artes ilusórias, cega o espírito dos homens, induzindo-os a responsabilizar a Deus pelos males de sua obra, como se toda essa miséria fosse resultado do plano do Criador. De igual modo, quando os que foram degradados e embrutecidos pelo seu poder cruel alcançam a liberdade, ele os compele a excessos e atrocidades. Então este quadro de desenfreada licenciosidade é apontado pelos tiranos e opressores como ilustração dos resultados da liberdade.

 Quando é descoberto o erro sob um aspecto, Satanás apenas o mascara sob disfarce diverso, e as multidões o recebem tão avidamente como a princípio. Quando o povo descobriu ser o romanismo um engano, e Satanás não pôde por este agente levá-lo à transgressão da lei de Deus, compeliu-o a considerar todas as religiões como fraude e a Escritura Sagrada como fábula; e, pondo de lado os estatutos divinos, entregaram-se a desenfreada iniqüidade.

O erro fatal que trouxe semelhante desgraça aos habitantes da França, foi a ignorância desta única e grande verdade: que a genuína liberdade reside dentro das prescrições da lei de Deus. "Ah! se tivesses dado ouvidos aos Meus mandamentos! Então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar." "Os ímpios não têm paz, disse o Senhor." "Mas o que Me der ouvidos habitará seguramente, e estará descansado do temor do mal." Isa. 48:18 e 22; Prov. 1:33.

Ateus, incrédulos e apóstatas opunham-se à lei de Deus e acusavam-na; mas os resultados de sua influência provam que o bem-estar do homem se prende à obediência aos estatutos divinos. Os que não leram esta lição no Livro de Deus, são convidados a lê-la na história das nações. Fonte: Livro O Grande Conflito, pags. 270-285.

Essa é a França que estamos vendo nas mídias sociais e na TV. Uma nação ateísta, que despreza o cristianismo e quer ajustar os cristãos aos seus moldes culturais e políticos.

O que estamos vendo de ações anti-religiosas são apenas a ponta do iceberg. Há muitas outras ações, políticas e doutrinações sociais que pretendem acabar com os fundamentos dos países cristãos e da própria religião cristã.

AMEAÇA À CONCIÊNCIA E A LIBERDADE

A liberdade religiosa e o estado laico hoje, garantem a toda pessoa a livre expressão de sua fé e o exercício do culto. Mas nem sempre foi assim; a Bíblia fala da grande tribulação que ocorreu no passado durante 1260 anos (Ap 12:6 e 14) em que a igreja romana dominou politicamente a antiga Europa, na baixa e alta idade média, e trouxe a opressão, perseguição e até a condenação à morte de pessoas que resistiam a seguir a fé cristã romana. O sistema dos papas na igreja romana no passado foi responsável por milhões de mortes, por perseguição religiosa. Não havia respeito pela consciência religiosa ou fé das pessoas.

E a ameaça a consciência e a perda da liberdade religiosa irão entrar novamente no cenário mundial, e as mesmas cenas de perseguição e decretos de morte, ressurgirão em pleno século 21 (Ap 13:15up). Onde as pessoas serão forçadas a adoração da igreja romana, e os que discordarem disso serão mortos. Isso é uma projeção profética de uma quebra da liberdade religiosa e um decreto de morte.

O capítulo 13 do Apocalipse nos vs11-17 descrevem a união de dois poderes, os EUA e o Vaticano em um esforço conjunto para trazer paz e moralidade ao mundo, que por final irá resultar na perda da liberdade religiosa. Essa é a ameaça da consciência prevista na profecia.

O livro Grande Conflito afirma que – “A Constituição dos Estados Unidos garante liberdade de consciência. Nada se valoriza mais ou é de maior importância [para a América]. O Papa Pio IX, na encíclica de 15 de agosto de 1854, disse: ‘As doutrinas ou extravagâncias absurdas e errôneas em defesa da liberdade de consciência, são erro dos mais perniciosos — uma peste que, dentre todas as outras, que mais deve ser temida no Estado.’ O mesmo papa, na encíclica de 8 de dezembro de 1864, excomungou ‘os que defendem a liberdade de consciência e  de culto’ e também ‘todos os que afirmam que a igreja não pode empregar a força.’ GC 564.4,5.

Como se dará isso então? Como os EUA abrirão mão da liberdade religiosa e dará poder ao Vaticano para recomeçar com a velha política-religiosa da idade média, onde os que não obedecem aos dogmas da igreja, sofrerão sanções econômicas (Ap 13:15) e depois um decreto de morte (Ap 13:17). Isso irá acontecer porque a política de direita dos republicanos é religiosa, e os evangélicos se unirão à igreja romana para obter força política sobre o mundo cristão.

O livro Grande Conflito alerta – “Logo veremos e sentiremos qual é o propósito do romanismo. Quem quer que creia na Palavra de Deus e a ela obedeça, incorrerá, por esse motivo em censura e perseguição”. GC 581.2.

Há um grande movimento político de direita por todo o mundo – Italia, Alemanha, Holanda, Polônia, Reino Unido e Turquia. O governo de Donald Trump cumpre esse perfil religioso, moralizante da extrema direita. Não somente nos EUA mas no Brasil, a extrema direita são a tendência política no cenário governamental. 

Além disso as cortes de justiça em vários países estão impondo leis e ações que inibem a liberdade do indivíduo e reprimindo insituições e manifetações. Todo esse quadro colabora para uma futura perda da liberdade religiosa e amenaça à consciência do cidadão.

Seja pelo ateísmo e liberalidade da extrema esquerda, ou a intolerância e conservadorismo da extrema direita, o mundo está em uma rota de decadência. Aqueles que acreditam na leitura apocalíptica de – intolerância religiosa, perseguição e pena de morte – entendem que a extrema direita é o cumprimento da profecia nos EUA.

O livro Grande Conflito afirma – “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência.” GC 588.1

O protestantismo norte-americano se caracteriza hoje, como a extrema-direita. Será essa a última vertente política deste mundo, revelada pela profecia como a Terceira Besta. Os EUA será um estado político-religioso [como Roma no passado] que fará imposições sobre o mundo. A liberdade religiosa será retirada, para a imposição da união com a religião de Roma. O protestantismo se unirá ao catolicismo em doutrinas bases e assim estará feito a "imagem da besta" que recuperará seu prestígio político como no passado. O resultado será - perseguição e pena de morte.

O livro Grande Conflito prevê isso dizendo – “Os dignitários da Igreja e do Estado unir-se-ão para subornar, persuadir ou forçar todas as classes... A falta de autoridade divina será suprida por legislação opressiva. A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei... A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. No conflito prestes a se desencadear, veremos exemplificadas as palavras do profeta: “O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 12:17. GC 592.3.

O que nos resta hoje é nos apegarmos a Palavra de Deus e buscarmos um relacionamento com Ele, a fim de nossa vida estar sendo santificada. Enquanto o mundo se afunda na apostasia, quebra da liberdade religiosa e ameaça à consciência, o remanescente final deve estar crescendo e amadurecendo em santidade.

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RETROSPECTIVA DA DÉCADA 2010-2019



A segunda década do século 21 foi marcada por eventos que cumprem os sinais que antecedem a Segunda Vinda de Jesus. Você irá perceber que essa década nos aproximou do iminente ‘fim do mundo’, anunciado por Jesus em seu sermão profético [Mateus 24].

MOBILIZAÇÃO GLOBAL
O início da segunda década foi marcado pelas manifestações nos diversos continentes do globo. A mais intensa, embora não a mais violenta, foi o protesto "Occupy Wall Street". Uma característica dessas manifestações foi a sincronização através das redes sociais. Entenda aqui

Em 2012, o Facebook  passa a ser cotado na bolsa com uma valorização de 104 bilhões de dólares, e supera um bilhão de usuários. As redes sociais disseminaram essas manifestações rompendo as fronteiras das nações mais fechadas, até mesmo do mundo islâmico.

E uma onda de protestos populares varreu o Norte da África e o Oriente Médio na denominada Primavera Árabe [ Entenda aqui ], uma rebelião civil contra as ditaduras que mudou o mapa político da região. Na Tunísia e Egito o islamismo político se impôs nas primeiras eleições democráticas realizadas após essas manifestações populares.

EVENTOS DA 6ª TROMBETA – TERRORISMO
O primeiro ano da década, também foi marcado como o ano no qual os Estados Unidos lançaram uma ofensiva no Paquistão para encontrar Osama Bin Laden, que acabou morto por comandos americanos numa cidade próxima a Islamabad.

Isso promoveu a ascensão do Estado Islâmico em 2014, tornando-se uma ameaça terrorista vista como ainda pior que o Al-Qaeda. Ao longo do ano, o EI expandiu seus ganhos territoriais na região.

E nesta década houve disseminação dos ataques terroristas por todo o planeta; três dos dez maiores ataques terroristas da história, ocorreram nessa segunda década.

O atentados mais visíveis foram promovidos pelo Estado Islâmico especialmente à França [ Entenda o porque ], que tiveram como marco oficial o atentado ao jornal francês Charlie Hebdo. Novos ataques, que  no tradicional Bataclan, deixaram mais de 120 pessoas mortas. Outros atentados visíveis foram na Feira de Natal em Berlim, e Bruxelas. Em 2017 os atentados foram no Reino Unido, Suécia, França e Espanha.

O terrorismo é uma evidência de que estamos na 6a Trombeta revelada no Apocalipse [ Leia aqui ]

O EVANGELHO EM PAÍSES FECHADOS
Um dos países mais isolados do mundo, a Coréia do Norte consolidou em 2011 a sucessão de Kim Jong-il, que foi substituído por seu filho, Kim Jong-un, após sua morte. Isso permitiu uma abertura do país ao mundo.

Em 2014, Estados Unidos e Cuba deram passos históricos em direção ao restabelecimento de suas relações diplomáticas e econômicas depois de mais de cinco décadas de distanciamento. O anúncio foi feito em pronunciamentos simultâneos do presidente dos EUA Barack Obama e do líder cubano Raul Castro.

ÊXODO DE IMIGRANTES
Milhões de pessoas saíram de suas terras natais este ano em busca de acolhida em outros países. O principal foco de dispersão foi a Síria, que vive em conflito desde 2011. Milhares deles, inclusive crianças, morreram em suas rotas de fuga, que se deu principalmente pelo Mar Mediterrâneo na tentativa de chegar à Europa. Mais de 500 mil estrangeiros chegaram à Grécia e outros 140 mil à Itália, de acordo com a ONU.

Esses imigrantes muçulmanos no mundo ocidental estão ouvindo do evangelho. Não é somente uma crise provocada pela guerra, mas um movimento sobrenatural para apresentá-las ao evangelho. [ Leia mais aqui ]

ASCENSÃO MUNDIAL DO MOVIMENTO POLÍTICO DE DIREITA
Nas Américas, a corrida presidencial consolidou Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos; e ainda outros regimes populistas se instalaram nos países da Hungria, Polonia, Austria, Italia, Suiça, Dinamarca, Filipinas, Turquia, Noruega, Brasil.

A extrema direita e o populismo estão ligados aos eventos escatológicos a se cumprirem como o Decreto de Morte. [ Leia aqui ]

FAKENEWS
As eleições americanas desencadearam o fenômeno revolucionário das Fakenews. Elas foram idealizadas no meio político para consolidar as principais eleições populistas do mundo. Mas se viralizaram nas redes sociais, criando tendências negacionistas que se tornaram uma febre nos países mais conectados.

As Fakenews se tornaram um problema social afetando não só a política, mas as crenças das pessoas.
Esse fenômeno foi tão impactante para o mundo que iniciou uma nova era. A pós-modernidade foi substituída pela era da Pós-Verdade [ Leia aqui ]

HATERS
Filhos das Fakenews, gerados nas redes sociais, os ‘haters’ são uma marca do final desta segunda década. Eles se equiparam aos inquisitores da idade média, e podem disseminar o ódio e acabar com a fama de celebridades e políticos em poucas horas.

Isso nos ajuda a entender o porque que Jesus falou de perseguição, ódio e decreto de morte dentro do contexto religioso. Quando a religião se tornar o centro das discussões e mobilizar as redes sociais, os haters serão responsáveis por alimentar o ódio e desencadear os eventos da perseguição.

O VATICANO
Em 2013 Bento XVI anunciou, em um encontro com cardeais, que deixaria o seu papado devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo. Os historiadores atribuem a crise moral que Joseph Ratinzer não conteve, através dos escândalos sexuais que se tornaram públicos. [Leia mais aqui ]

O conclave elegeu o cardeal Jorge Mario Bergoglio como novo Papa; ele é o primeiro pontífice latino-americano e também o primeiro jesuíta.

Com a liderança de Bergólio a igreja católica entra na fase profética de Apocalipse 18 – da Grande prostituta – uma contrafação da igreja verdadeira de Apocalipse 12. A ICAR se tornou uma igreja menos política e de mais justiça social, boas obras e igualdades. Mas as falsas doutrinas permanecem, caracterizando como Babilônia.

A SEGUNDA DÉCADA
O cumprimento dos eventos escatológicos se tornaram mais evidentes nesta segunda década do novo século. O cenário profético para o ódio contra os cristãos, a perseguição religiosa e decreto de morte, está arquitetado.

Certamente veremos na terceira década uma conclusão deste cenário e a Segunda Vinda de Jesus. “Amém. Ora vem Senhor Jesus” Apocalipse 22:20.

Mudanças na Primeira Década

Os Dez Primeiros Anos do Novo Século

O TEMPO DO FIM E OS ENGANOS SATÂNICOS


O Tempo do Fim é entendido na profecia bíblica como sendo aquele após o último período de tempo anunciado pela profecia.

A última profecia de tempo, é a de Daniel 8:14 – “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Depois deste tempo profético, resta apenas o Tempo do Fim.

As “duas mil e trezentas tardes e manhãs” se referem a um período de 2.300 anos, que começaram no ano 457aC [Daniel 9:25 – a reconstrução de Jerusalém]  e terminam em 1844, no século 19. Sendo assim o Tempo do Fim é o período após 1844, os últimos 174 anos que estamos vivendo no momento.

Últimos Dias – Jesus inaugurou ao vir ao mundo – Hebreus 1:1
Fim do Tempo – Período antes de 1844
Tempo do Fim – Período depois de 1844
Fim do Mundo – Evento que culmina com a Segunda Vinda de Cristo; não tem data prevista

A gravidade do Tempo do Fim
Esse último período antes do Fim do Mundo [Mateus 24:3 up], os últimos 174 anos, é um período em que Satanás está irado com os habitantes do planeta [Apocalipse 12:12 up].
Nos limites do tempo de 1844, ocorrem grandes investidas de Satanás para enganar o mundo. É o último período e grandes mentiras são trazidas em várias formas.

O Engano da Evolução
O livro “Origem das Espécies, do naturalista britânico Charles Darwin, apresentando a Teoria da Evolução, foi publicado em 1859. Darwin nasceu em 1809, era estudante de medicina; abandonou o curso para fazer teologia, e posteriormente desenvolveu a Teoria da Evolução. Em 1836 Darwin já era conhecido no meio científico pelos fundamentos dessa teoria.

O Engano do Espiritismo
Allan Kardec nasceu em 1803, e se tornou conhecido como o fundador do Espiritismo ou Doutrina Espírita. Foi um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mediunidade). Em 18 de abril de 1857, publicou O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo; criou a Revista Espírita em 1 de janeiro de 1858; fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. [Fonte: Wikkipedia]

A mentira do pentecostalismo
William Seymour (1870-1922) foi o idealizador deste movimento que tem sua origem no final da segunda metade do século 19; apesar de se reconhecer o começo do movimento pentecostal como tendo início no ano 1906 em Los Angeles nos Estados Unidos na Rua Azuza, onde houve um grande avivamento caracterizado principalmente pelo “batismo com o Espírito Santo” evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação de línguas e discernimento de espíritos). Fonte: Portal São Francisco

O pentecostalismo é uma tentativa humana de reproduzir a experiência sobrenatural que só pode ser concedida pelo Espírito Santo, em eventos sobrenaturais conhecidos biblicamente como Chuva Temporã [pentecostes apostólico do primeiro século] e a Chuva Serôdia, o segundo pentecostes do Tempo do Fim.

A mentira dos falsos profetas
O século 19 foi cenário do Terceiro Reavivamento espiritual norte-americano. Os EUA era uma terra de protestantes e o povo tinha na religião a base da nação. No mesmo período que Deus levanta a Igreja Remanescente e sua profetisa para o Tempo do Fim, vários falsos profetas surgem para enganar:

-Joseph Smith - foi o fundador e primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele e cinco amigos organizaram a Igreja em Fayette, Nova York, no dia 6 de abril de 1830. Ele presidiu a Igreja até 27 de junho de 1844. Fonte: Sala de Imprensa Mormon

-Charles Tazel Russel – nasceu em Allegheny, EUA, em 16 de fevereiro de 1852. Organizou uma associação cristã cujos membros eram conhecidos como "Estudantes da Bíblia". Muitos grupos foram fragmentados; dsde 1931 os Estudantes da Bíblia , são chamados de Testemunhas de Jeová. Em fevereiro de 1881, foi cofundador da Sociedade Torre de Vigia de Sião A organização atual das Testemunhas de Jeová começou no fim do século 19. Fonte: jw.org

- Irmãs Fox - Katherine "Kate" Fox (1837–1892), Leah Fox (1814–1890) e Margaret "Maggie" Fox (1833–1893).  Fizeram sucesso por muitos anos como médiuns que diziam possibilitar espíritos a se manifestarem por batidas (tiptologia). Os eventos sobrenaturais que desencadearam essa doutrina ocorreram na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848.

A Política Marxista
Karl Heinrich Marx (1818-1883) era um sociólogo, historiador e economista alemão; e foi o principal pensador do marxismo, movimento filosófico e político nomeado em sua homenagem.
Junto com Friedrich Engels (1820-1895), Marx detalhou sua teoria política e previu o colapso do sistema capitalista (baseado na propriedade privada). Junto com a filosofia política idealizada por eles veio uma cosmovisão contrária aos valores do cristianismo, que permeiam hoje todas as nações. [Leia política da esquerda partidária]

Era da Pós-Verdade
Todas esses fatores surgiram no século 19, o século do início do Juízo Celestial. O Tempo do Fim é um período solene da história humana, e alvo da grande ira de Satanás em inundar a Terra com mentiras e filosofias falsas.

Valores, conceitos e hábitos tem de ser avaliados sobre essa perspectiva a fim de nos resguardarmos da mentira e enganos do Tempo do Fim.

 Leia também:
A Origem das Filosofias Partidárias
A Era da Pos Verdade 

POMPÉIA, SODOMA E GOMORRA


O que essas três cidades tem em comum?
A arqueologia tem revelado alguns detalhes não divulgados sobre os hábitos da cidade de Pompéia que só agora surgem como notícias arqueológicas, mas não no noticiário popular.
Pompeia é situada 7 milhas (11 quilômetros) a sudeste do Monte Vesúvio. Herculano é localizada quatro milhas (7 km) a oeste do pico. Em 24 de agosto de 79 dC, uma erupção vulcânica destruiu as prósperas cidades gêmeas, enterrando e fossilizando milhares de seus cidadãos em menos de 24 horas.

São essas figuras, formadas pelos restos dos corpos fossilizados e cobertos com gesso, que compõe a exposição aberta no Antiquário de Bocoreale, a cinco minutos de carro do sítio arqueológico de Pompéia.

Alguns corpos revelam detalhes impressionantes. Em uma cabeça, é possível ver a dobra do lenço usado para proteger o rosto das cinzas.

Os arqueólogos encontraram 1.150 corpos em Pompéia, mas muitos deles estavam danificados demais para serem preservados. Pelo menos um terço da cidade ainda não foi escavado.

O processo de escavação e preservação dos corpos em gesso vem ocorrendo desde o século 19.
Atualmente, "centenas de turistas concentraram-se junto à entrada do Lupanare, um dos mais extravagantes bordéis da antiga cidade romana de Pompeia, que reabriu após um ano de obras de restauro.

Do latim ‘lupa’ que significa prostituta, o Lupanare é uma das grandes atracções turísticas de Pompeia e surge agora com toda a sua memória erótica, após o restauro no valor de 200 mil euros.

Pinturas murais adornam os pequenos cubículos localizados nos dois lados das salas do imóvel de dois pisos, construído há 2000 anos. Era precisamente nesses cubículos que as prostitutas ‘entretinham’ os clientes".

Sinais em forma de 'pênis', no chão das ruas calçadas de pedras rústicas, indicavam a rota dos prostíbulos. 

"Nesta antiga cidade do Império Romano – destruída durante a grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d. C., – a prostituição não era ilegal, razão porque as prostitutas eram, frequentemente, escravas, muitas delas provenientes da Grécia.

Aliás, alguns dos nomes das mulheres que ali trabalhavam bem como dos seus clientes continuam bem visíveis nas paredes dos cubículos, cujas portas ostentam, em cima, pinturas eróticas. Os arqueólogos acreditam que as pinturas, representando uma posição sexual, indicavam a ‘especialidade’ de cada prostituta, que cobravam o equivalente a oito copos de vinho tinto.

Soterrada pelas cinzas que irromperam o Vesúvio, Pompeia esteve escondida durante 1600 anos antes de ser encontrada por acaso. Desde então, as escavações puseram à vista um sítio arqueológico extraordinário que dá uma visão detalhada na vida da cidade".

Afinal o que há de comum entre Pompéia, Sodoma e Gomorra? O julgamento Divino - esse é o ponto comum da história das três cidades promíscuas.

Assim como Sodoma e Gomorra, fogo e enxofre foram o meio de Deus destruir o pecado da devassidão sexual destas populações.

Um alerta para nossos dias, onde muitos movimentos são realizados a favor da liberação sexual.

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" Gálatas 6:7.  

Fonte: BBC / Correio da Manhã